O Sistema Cantareira foi minguando nas últimas semanas e atingiu nível crítico de apenas 24,2% da capacidade de seus reservatórios na última sexta-feira (24). Trata-se do menor patamar em dez anos, só comparável à crise hídrica de 2015, quando parte do estado de São Paulo enfrentou racionamento. O sistema tem capacidade para abastecer cerca de 9 milhões de pessoas da Região Metropolitana de São Paulo.
O Cantareira recebeu menos da metade da água prevista para o mês de outubro.
Com isso, a situação se agravou. A Arsesp, agência que regula o serviço público no estado, determinou a redução da pressão noturna da água. A medida está em vigor há quase dois meses.
Na última sexta-feira, mais uma medida foi tomada pelo governo paulista: restrição de até 16h na pressão dos encanamentos que leva a água para a Região Metropolitana de São Paulo.
Até agora, não há medida específica para a Região Metropolitana de Campinas (RMC), embora cidades da região, como Vinhedo e Santo Antônio de Posse, já convivam com restrições e ações de prevenção.
A Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) de Campinas já garantiu que haverá segurança hídrica na cidade.
Em Campinas, o abastecimento de água é 100% dependente do Rio Atibaia. Apesar da queda, a Sanasa afirma que o sistema está preparado para suportar eventuais picos de demanda. A empresa confia nos reservatórios que foram inaugurados nos últimos anos para oferecer tranquilidade à população.
De acordo com dados do observador que monitora o Cantareira em tempo real, choveu apenas 55mm em outubro. A média histórica do mês é de 130mm.
O Sistema Cantareira é formado por seis represas: Jaguari-Jacareí; Atibainha; Cachoeira, Paiva Castro, Águas Claras e Jaguari PS.







