O Sistema Cantareira, o maior produtor de água da Região Metropolitana de São Paulo e essencial para o equilíbrio hídrico da Região Metropolitana de Campinas (RMC), opera atualmente na faixa dos 20% de sua capacidade, o equivalente a 200 milhões de metros cúbicos.
O cenário é resultado da combinação entre uma das maiores secas dos últimos anos, a ocorrência de uma onda de calor recorde e a elevação acentuada do consumo de água, que, nos últimos dias, chegou a registrar aumentos de até 60% em alguns pontos da região.
O retrato nas cidades da RMC é um só: moradores se refrescando sob ventiladores, recorrendo a ar-condicionado com temperatura abaixo dos 20° e tomando muita água. Distribuidoras de água mineral, por exemplo, tiveram forte desabastecimento. Comprar e achar galóes de 10l ou 20l passou a ser missão desafiadora no último final de semana.

Diante desse contexto, o governo de São Paulo mantém e amplia o trabalho integrado de monitoramento e prevenção à escassez hídrica.
Com base em diagnósticos de curto, médio e longo prazo elaborados pela SP Águas, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) mantém o regime de prevenção e contingência, autorizando a Sabesp a realizar a gestão da demanda no período noturno de 10h de duração, das 19h às 5h. As medidas de gestão hídrica adotadas garantem uma economia diária equivalente a mais de 1,2 milhão de caixas d’água de 500 litros, ou 50,4 mil caixas por hora.
O Cantareira é formado por cinco reservatórios (Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro), os quais estão conectados por túneis subterrâneos e canais.

A onda de calor intensificou a pressão operacional sobre o sistema de abastecimento. Para atender à demanda considerada anormal, a produção de água foi ampliada. Os modelos meteorológicos oficiais indicam baixa previsão de chuvas, que devem ficar abaixo da média em janeiro. Mesmo quando ocorrerem, as precipitações podem não ser suficientes para reverter rapidamente o quadro, o que reforça a importância da economia de água.
Campanhas que alertam sobre o desperdício (lavar carro ou calçada e banhos demorados) têm sido intensificadas.







