Em meio à turbulência extracampo e ao rebaixamento praticamente certo no Paulistão, o torcedor da Ponte Preta mal teve tempo de se empolgar com as contratações realizadas para a temporada de 2026. Desde o fim do transfer ban, no dia 21 de janeiro, a maioria dos dez reforços já estiveram em campo.
Além do Estadual, a Macaca ainda terá pela frente a Série B do Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. E, após perder 12 jogadores entre peças-chave do título da Série C e recém-chegados que deixaram o clube antes mesmo de estrear, qualquer reforço se torna fundamental.
Thiago Coelho, David Braz, Lucas Cunha, Tarik, Cristiano, Bryan Borges, Kevyson e Luis Phelipe já estão regularizados e à disposição.
Jonathan Cafu, velho conhecido da torcida, também teve o contrato publicado, mas ainda não foi anunciado oficialmente. O atacante se machucou no primeiro treino e segue em recuperação. Situação semelhante vive o lateral Lucas Justen, ex-Guarani, que também está em recuperação e ainda não entrou em campo.
Quem são os novos jogadores
Entre os reforços, a maioria mostrou serviço como titular no Dérbi 213, apesar da derrota. No sistema defensivo, os experientes zagueiros David Braz e Lucas Cunha prometem dar novo fôlego ao setor. Braz, de 38 anos, multicampeão por Flamengo, Fluminense e Santos, volta a trabalhar com Marcelo Fernandes, com quem viveu um dos melhores momentos da carreira no Santos.
Lucas Cunha, de 28 anos, acumula passagens pela Europa (Braga, de Portugal e Celta de Vigo, da Espanha) e disputou a Série A do Brasileiro por Red Bull Bragantino e Sport nas últimas temporadas. No início da carreira, ainda vestiu a camisa da Seleção Brasileira sub-20.
Nas laterais, o jovem Kevyson, de 21 anos, chega com fome de jogo. Conhecido de Marcelo Fernandes pelos tempos de Santos, foi bastante utilizado na campanha do Peixe na Série B de 2023, mas perdeu espaço nos anos seguintes. Na Ponte, a posição tinha apenas Jean Carlos, também de 21 anos.
Na direita, Bryan Borges é outro nome que se destaca. O lateral havia deixado o clube durante o transfer ban, mas retornou após ser procurado novamente pela diretoria. Ele soma boas temporadas pelo Paysandu, com 81 jogos, cinco gols e sete assistências. No Dérbi 213, atuou como ponta esquerda e incomodou a defesa bugrina.
No meio-campo, Tarik, de 32 anos, deve formar a dupla de volantes com Rodrigo Souza. A permanência de Elvis – que chegou a acionar o clube na Justiça e depois retirou a ação – e a chegada de Cristiano, que chegou a atuar como centroavante no clássico, reforçam o setor.
No ataque, a principal novidade é Luis Phelipe, de 24 anos. Ele estava na Europa desde 2023 e chega por empréstimo do Sheriff, da Moldávia. Passou também por Paysandu, Botafogo, Náutico, Atlético-GO e Red Bull Bragantino, além de Lugano (Suíça) e Red Bull Salzburg (Áustria).
A Ponte ainda tem posições carentes e conta com muitos jovens das categorias de base. Apesar do elenco estar mais encorpado, a diretoria deve seguir no mercado. Um centroavante, por exemplo, continua sendo uma das principais necessidades.
Quem saiu
As chegadas tentam compensar a longa lista de perdas entre 2025 e 2026. Dos titulares do título da Série C, saíram Wanderson, Artur, Luiz Felipe, Léo Oliveira, Jonas Toró, Bruno Lopes e Jeh, a maioria motivada pelos atrasos salariais e por propostas mais vantajosas.
Permaneceram apenas o goleiro Diogo Silva, o zagueiro Saimon, o lateral Pacheco, o volante Rodrigo Souza e o meia Elvis.
Também deixaram o clube jogadores que chegaram na pré-temporada, mas saíram em meio à crise financeira. Wallace, Walisson Maia, Gabriel Inocêncio, Pedro Martins e Herbert deixaram o elenco antes mesmo do Paulistão por causa dos atrasos salariais e da impossibilidade de atuar nas primeiras rodadas devido ao transfer ban.
Outro caso que chamou atenção foi o de Vitor Pernambucano. Contratado no dia 21 de janeiro, ele atuou em duas partidas e rescindiu apenas sete dias após o registro para aceitar uma proposta do futebol da Malásia.
Apesar do pacote de reforços, o cenário no Estadual continua dramático. Com apenas um ponto somado, a Ponte precisa vencer Portuguesa e São Paulo nas duas rodadas finais, além de torcer por tropeços de Velo Clube e Noroeste. O time enfrenta a Lusa no próximo sábado (7), às 16h, no Canindé, em jogo decisivo pela permanência.











