Decorridos 10 dias desde a saída do técnico Nelsinho Baptista, que entregou o cargo após a derrota por 1 a 0 para o Guarani no Dérbi 208, no último dia 20, em pleno estádio Moisés Lucarelli, a Ponte Preta segue sob o comando interino de Nenê Santana, auxiliar fixo da casa, diante da dificuldade na busca por um novo treinador que aceite a tarefa de salvar a equipe do rebaixamento à Série C.
Para definir o substituto de Nelsinho, a diretoria do clube alvinegro vem esbarrando em questões como limitação financeira e escassez de boas opções disponíveis no mercado. Outros fatores complicadores são a situação preocupante do time na Série B – 14ª colocação, com 38 pontos, apenas dois acima da zona de rebaixamento – e da baixa quantidade de jogos restantes até o fim do campeonato: quatro.
“De maneira nenhuma isso me incomoda. Sou amigo particular do presidente, ele me pediu para segurar o time e está bem à vontade para trazer ou não um treinador. Eu também estou bem à vontade para trabalhar. Minha intenção é fazer o melhor que eu posso, e estou fazendo”, disse Nenê Santana.
Ex-zagueiro da Ponte Preta, com passagem pela Seleção Brasileira, Nenê Santana integra a comissão técnica da equipe alvinegra desde 2022, no início da atual gestão do presidente Marco Antônio Eberlin.
O profissional de 67 anos dirigiu a Macaca à beira do campo nas duas partidas mais recentes, que sucederam o fiasco no clássico campineiro e o fim de um tabu de 15 anos dentro de casa contra o maior rival. vitória por 2 a 0 sobre o Brusque, no último dia 23, no Majestoso, e na derrota por 3 a 0 para o Mirassol, no último sábado (26), na casa do adversário.
“Esse resultado não pode abalar os jogadores nem a instituição. Não vou dizer que entramos em campo sabendo que iríamos perder, pois o time buscou o melhor, mas é um resultado que podemos descartar. Temos dois jogos em casa e acho que, com uma vitória e um empate, a gente sai dessa condição. Temos um jogo decisivo pela frente. É matar o Paysandu. Tenho certeza que a Ponte vai seguir na Série B”, acredita Nenê Santana.
“Tínhamos a proposta de ter cuidado para não tomar gol. Começamos bem o jogo e, se não fosse o gol tomado em um chute indefensável, a gente viraria o intervalo empatando. Precisei mudar e ajustar no segundo tempo para ter mais chegada na frente, já que o time estava perdendo. Melhoramos bastante, só faltou ter mais coragem para finalizar. Aí veio a bola parada, que também não dá para você prever”, lamentou Nenê Santana.
“Enfrentamos um time qualificado, pronto para subir, sem a pressão que estamos vivendo, mas acho que a nossa equipe foi bem, o placar não diz o que foi jogo”, opinou Nenê Santana. A avaliação do atacante Renato, no entanto, foi diferente da do comandante interino. “Não jogamos nada, demos muito espaço e o Mirassol aproveitou. Um absurdo o time não ter uma chance de gol. Mas fazer o quê. Temos um jogo difícil contra o Paysandu e temos que ganhar”, pediu Renato.
“A gente ficou pressionado depois do Dérbi, os jogadores conseguiram recuperar contra o Brusque e mostraram personalidade de novo. A gente sai muito triste, mas não desanimado totalmente. A briga ainda não acabou”, diz Nenê Santana.
Com semana cheia de trabalho, novamente sob o comando de Nenê Santana, a Ponte Preta se prepara para o seu próximo compromisso na Série B: confronto direto contra o Paysandu, na próxima segunda-feira (4), às 21h, no estádio Moisés Lucarelli.







