O prefeito de Campinas e presidente do Consórcio Conectar, Dário Saadi, participa de uma live nesta sexta-feira (11), às 10h, para apresentar as oito empresas de serviços médicos já credenciadas pela iniciativa ligada à Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP). Juntas, elas têm capacidade de ofertar 3,6 milhões de teleconsultas para que os municípios possam implantar ou expandir a saúde digital com especialistas de todo país. Os interessados em acompanhar podem ter acesso à transmissão por meio da página da FNP no YouTube.
Dário vem articulando a medida desde janeiro, quando assumiu a presidência do Conectar. Ele também é vice-presidente da área de Saúde da FNP, entidade que apoia o evento desta sexta com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
As empresas já credenciadas pelo Conectar podem ofertar teleconsultas em uma série de especialidades: alergia e imunologia, cardiologia, cardiopediatria, cirurgia vascular, clínica médica, coloproctologia, dermatologia, endocrinologia, endoscopia, gastroenterologia, geriatria, ginecologia e obstetrícia, hematologia e hemoterapia, infectologia, mastologia, medicina de família e comunidade, medicina física e reabilitação, nefrologia, neurologia, oftalmologia, ortopedia e traumatologia, otorrinolaringologia, patologia clínica e medicina laboratorial, pediatria, pneumologia, psiquiatria, radiologia e diagnóstico por imagem, reumatologia, urologia e ultrassonografia.
Outras três empresas de serviços médicos estão em fase de análise de documentos e, com isso, o número de consultas ainda pode ser ampliado de forma significativa. O credenciamento é permanente e, assim, mais empresas podem se credenciar. “Em pouco tempo já houve uma adesão expressiva de empresas. O objetivo é oferecer agilidade, qualidade e autonomia para que as cidades possam expandir e melhorar os atendimentos em saúde por intermédio da saúde digital”, ressalta Dário.
Como funciona?
O edital de credenciamento foi publicado em 3 de junho e está disponível para consulta no site https://consorcioconectar.org/credenciamento. O procedimento fica aberto de forma permanente para que as empresas de serviços médicos possam pleitear a habilitação.
O lançamento da proposta ocorreu em 29 de abril e, depois disso, houve um período de um mês para que os municípios consorciados e empresas interessadas enviassem sugestões, contribuições e pedidos de esclarecimentos para aprimoramento de todo processo.
O contrato é feito diretamente pelas cidades com a empresa responsável. Os recursos não passam pela conta do consórcio. Cada hora de consulta com médico generalista ou especialista foi definida em edital por cerca de R$ 200. Em média, cada hora contratada significa quatro atendimentos pelo profissional.
De março de 2023 até a quinta-feira, 10 de julho, Campinas totalizou 1.367.719 atendimentos e interações na saúde digital. Foram 92,9 mil atividades em telessaúde, incluindo consultas. Neste grupo de pacientes, 2,5% tiveram atendimentos convertidos para a modalidade presencial. O resultado significa agilidade para quem optou pela saúde digital e otimização da assistência para quem realmente precisou se deslocar até uma unidade.
O restante dos atendimentos está relacionado ao envio de alertas e monitoramento de pacientes suspeitos de dengue, inclusive com a convocação para a 2ª dose da vacina; interações para exames e consultas no Outubro Rosa e Novembro Azul; confirmação de presença em consultas e qualificação das filas – processos realizados via chatbot.
O desempenho positivo da saúde digital em Campinas vem servindo de exemplo para outros municípios e estados brasileiros. Na quinta-feira (10), a Secretaria de Saúde recebeu uma comitiva do Espírito Santo para compartilhar experiências e resultados.
O Conectar foi criado em 2021, durante enfrentamento à pandemia, para atuar na compra de vacinas contra a covid-19. A institucionalização ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a aquisição de imunizantes diretamente por estados e municípios.
Naquele ano, o Congresso Nacional também concedeu aval, em lei, para permitir a mobilização nacional de municípios por uma representação suprapartidária capaz de congregar cidades de diferentes portes populacionais em todas as regiões do país.
A iniciativa ampliou a atuação desde aquele ano e também discute desafios para aquisição de medicamentos, outras vacinas, insumos, equipamentos e serviços para municípios.







