A Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas (Seclimas) – em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri-Unicamp) – promoverá, em agosto, um curso inédito para professores das redes municipal e estadual de ensino sobre mudanças climáticas. O objetivo é prepará-los para tratar o tema de forma crítica, contextualizada e interdisciplinar com seus alunos.
Intitulado “Educação Climática: Por Práticas Educacionais Transformadoras”, o curso terá carga horária de 34 horas, divididas em dez encontros semanais, sempre às segundas-feiras, das 14h às 17h20, em ambiente virtual, pelas plataformas Google Sala de Aula e Google Meet.
São oferecidas 50 vagas para professores da rede municipal e 60 para a estadual, com inscrições abertas de 21 a 28 de julho, pela plataforma Educa Mais Campinas, para os profissionais da Educação, e por meio do link que será enviado diretamente às unidades escolares, para os professores da rede estadual.
Para Marcela Pupin, Campinas tem assumido uma postura firme e responsável diante da emergência climática, e a educação é um dos pilares dessa transformação. “Este curso pioneiro é uma ação concreta do nosso Plano Local de Ação Climática, que articula ciência, gestão pública e compromisso social. Ao investir na formação dos professores, estamos preparando nossas escolas para formar cidadãos críticos, conscientes e engajados com os desafios do presente e do futuro. Acreditamos que a resposta à crise climática começa pela sala de aula — e Campinas segue liderando esse movimento com seriedade, inovação e diálogo”, destaca Pupin, secretária em exercício da Seclimas.
Atualização acadêmica
O curso emitirá certificado de conclusão, que poderá ser utilizado para progressão funcional dos docentes municipais ou validado como curso de extensão acadêmica pelos professores estaduais.
Para o secretário municipal de Educação, José Tadeu Jorge, a formação representa um avanço importante. “As mudanças climáticas têm sido um desafio global. Oferecer aos nossos docentes formações atualizadas em educação ambiental certamente refletirá em sala de aula, preparando alunos e professores para atuarem na reversão do processo de degradação ambiental. Precisamos discutir temas como biodiversidade, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável”, afirma.
Conteúdo programático
Entre os temas abordados no curso estão:
– Clima, Tempo e Mudanças Climáticas
– Mudanças Climáticas e Desastres Socioambientais
– Justiça Climática e Racismo Ambiental
– Cidades Resilientes
– Educação Climática
O encerramento contará com uma oficina prática voltada à elaboração de projetos. Nessa etapa, os professores serão orientados a construir práticas educacionais inovadoras, utilizando recursos tecnológicos gratuitos e metodologias centradas no estudante, capazes de gerar experiências de aprendizagem significativas. Também será apresentada uma metodologia de avaliação inovadora, com exemplos práticos aplicáveis ao contexto de suas escolas e comunidades.
Para o dirigente Regional da Diretoria de Ensino Campinas Leste, Nivaldo Vicente, a formação dos professores reflete diretamente nos resultados e ações nas escolas. “Hoje a Educação Ambiental e Climática é parte do currículo, e todas escolas desenvolvem projetos e têm essa pauta nos seus itinerários para os alunos. A parceria com a Secretaria do Clima é uma união de esforços para fomentar e apoiar nossas escolas em seus projetos, e estamos alinhados nessa construção sócio ambiental através da Educação”, diz.
Além dos técnicos do Cepagri e da Seclimas, o curso contará com especialistas da Universidade de Brasília (UnB), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, Instituto de Geociências da Unicamp, Movimento Escolas pelo Clima e Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Segundo a coordenadora associada do Cepagri, Renata Ribeiro do Valle Gonçalves, o centro de pesquisa tem entre seus compromissos o apoio a iniciativas voltadas à educação e à popularização do conhecimento. “Participar de ações como essa é uma forma de aproximar a ciência da sociedade e dar visibilidade às pesquisas desenvolvidas aqui, especialmente aquelas que dialogam com os desafios das mudanças climáticas”, ressalta.
“Estamos empenhados há meses na construção do curso e conseguimos envolver uma grande rede de especialistas em educação socioambiental e climática, que certamente trarão falas instigantes a cada encontro. Estamos animados para mais esse diálogo com os professores da rede pública do município”, complementa a coordenadora do LabEduc-Cepagri, Priscila Pereira Coltri.







