A Ponte Preta encerrou, na última sexta-feira (31), o prazo para inscrições das chapas que disputarão as eleições do clube, marcadas para o dia 20 de novembro, feriado da Consciência Negra no Brasil. Apenas a chapa “77”, liderada pelo atual presidente Marco Eberlin, conseguiu reunir as 225 assinaturas exigidas pelo estatuto para oficializar a candidatura.
A oposição, representada pelo grupo “Ponte Pode Mais”, comandado por Eduardo Lacerda, candidato em 2011, e apoiado por Márcio Della Volpe, presidente da Ponte entre 2012 e 2014, não conseguiu formalizar sua inscrição.
A composição da chapa contava ainda com João Carlos Cunha (vice-presidente), Gustavo Martinez (líder de planejamento), Edison Ticle (comissão de estratégia), Maurilei Pereira (candidato a presidente do Conselho Fiscal) e os conselheiros Marwan Ramos, Paulo Destro, Adelaide Gomes, Décio Sirbone Júnior e José Carlos Castro.
De acordo com o estatuto, são necessárias 150 assinaturas de conselheiros titulares e 75 de suplentes para que uma chapa seja aceita. Segundo o Conselho Eleitoral, a Ponte conta atualmente com 760 associados aptos a participar das eleições de 2025.
O sistema eleitoral do clube é indireto, ou seja, cabe aos 150 conselheiros eleitos e aos 150 conselheiros natos escolher a Mesa do Conselho, o Conselho Fiscal e a Presidência e Vice-Presidências da Diretoria Executiva. Com apenas uma chapa regularizada, o grupo de Marco Eberlin deve permanecer à frente do comando da Macaca no próximo quadriênio. O nome que assumirá a presidência deve ser divulgado nos próximos dias.
Na última eleição, em 2021, a vitória ficou com a chapa de Eberlin, a “MRP – Movimento Renascer Pontepretano”, apoiada, na época, por Della Volpe. O resultado pôs fim a 25 anos de gestões apoiadas por Sérgio Carnielli no comando da Alvinegra.
Na ocasião, 834 conselheiros estavam aptos a votar e 434 compareceram às urnas. A chapa MRP recebeu 387 votos, o que representou 89,2% dos válidos.
Críticas da oposição
Em nota oficial, o grupo “Ponte Pode Mais” reconheceu a dificuldade em reunir as 225 assinaturas exigidas, mas afirmou ter sido “vítima de um processo manchado”. A oposição acusa a atual gestão de irregularidades na formação do Conselho Deliberativo e na condução do processo eleitoral.
Nota do grupo “Ponte Pode Mais”:
“Desde 2023, o clube descumpre reiteradamente decisão judicial que lhe obriga a fornecer o histórico de acessos e registros ao sistema do Conselho Deliberativo, para comprovar se o mesmo vem sendo manipulado com a inclusão de conselheiros fora dos prazos legais para participação nas eleições e quitação de pagamentos que nunca existiram.
Cerca de 40% dos conselheiros aptos a votar (307 membros) ingressaram no quadro do CD em 2023, fato nunca visto nos últimos 50 anos.
Relatos de conselheiros que assinaram a ficha da chapa da situação há pelo menos quatro meses, sendo que as fichas só poderiam ser fornecidas pela Comissão Eleitoral para assinatura após a divulgação da lista oficial de conselheiros, em 30 de setembro de 2025.
Dois funcionários do clube, pagos pela gestão de Marco Eberlin, estão entre os três membros da Comissão Eleitoral, fato que impossibilita a isenção no pleito.
Não vamos aceitar calados. A Ponte Preta é muito grande, pode e merece muito mais do que as migalhas da atual gestão. Nós sonhamos com uma Ponte Preta gigante e não vamos admitir que ela siga sendo vítima de interesses pessoais.
Agradecemos a todos que caminharam ao nosso lado, com um debate saudável na construção de propostas para o futuro de nossa amada instituição. Cada palavra de incentivo fortaleceu o trabalho. Pedimos a todos que sigam conosco e jamais deixem de acreditar. É tempo de somar forças e trazer cada vez mais torcedores engajados para o Conselho Deliberativo, que deve voltar a ser um espaço democrático, onde o desejo da maioria sempre prevaleça.
Essa história não termina aqui. Confiamos na Justiça e temos a convicção de que ela poderá interromper esse processo viciado e propiciar um cenário em que a disputa seja travada de forma justa. Nossa luta está apenas começando. A Ponte Preta pode e merece muito mais.”







