Em duas semanas, a Câmara Municipal de Campinas rejeitou cinco pedidos de instauração de Comissão Processante contra parlamentares do município. Na sessão da última segunda-feira (9), o legislativo campineiro decidiu pelo arquivamento do pedido de CP que envolvia o vereador Permínio Monteiro (PSB) por eventual prática de infrações político-administrativas. A decisão foi tomada por 29 votos contrários, correspondentes à totalidade dos vereadores presentes.
O pedido de instauração da Comissão havia sido protocolado por Marcelo Araújo Bonifácio, presidente da Associação da Feira Hippie, e apontava suposta prática de “tráfico de influência” envolvendo o parlamentar e Mário César, coordenador municipal da Feira Hippie de Campinas. Com a rejeição unânime do plenário, o pedido foi arquivado.
Vini e Otto Alejandro também se livraram das Comissões Processantes com a anuência de seus colegas de Casa, sendo que contra Otto pesavam dois pedidos distintos de abertura de CP – o Plenário aprovou apenas o Projeto de Resolução nº 1/2026, de autoria da Corregedoria da Câmara, que aplica a penalidade de suspensão temporária do exercício do mandato por 45 dias a Otto.
Antes, Permínio havia sido alvo de outra solicitação de CP, assinada por Adriano Novo, por possível conduta incompatível com o exercício do mandato, tendo como base decisões judiciais relacionadas à suspeita de prática de “rachadinha”.
Permínio, que cumpre seu terceiro mandado na câmara municipal, recorre da condenação em primeira instância pelo juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública de Campinas, Claudio Campos da Silva, por irregularidades envolvendo servidores ligados ao seu gabinete e a cargos comissionados indicados por ele na Prefeitura, a conhecida “rachadinha”
A decisão do magistrado determina a perda da função pública, a devolução de valores e a suspensão dos direitos políticos por 10 anos. A sentença também alcança um familiar do parlamentar, apontado no processo como responsável por recolher os valores provenientes do esquema.











