A baixa produção ofensiva tem sido motivo de preocupação para a Ponte Preta nas últimas rodadas da Série C do Campeonato Brasileiro. Derrotada por 2 a 0 pelo São Bernardo no último sábado (12), a Macaca deixou o campo sem balançar as redes e com apenas sete finalizações, sendo apenas três em direção ao gol adversário.
A dificuldade para criar e concluir jogadas vem se repetindo. Nos últimos cinco jogos, a equipe marcou apenas duas vezes — uma com a bola rolando, na vitória por 1 a 0 sobre o Maringá, e outra em cobrança de pênalti convertida por Elvis contra o Tombense. Ampliando o recorte, são cinco gols nos últimos oito compromissos, com média de 0,62 por partida, menos de um por jogo.
Entre os oito primeiros colocados da Série C, a Ponte tem o segundo pior ataque, com 11 gols marcados. Apenas o Floresta, próximo adversário, tem desempenho inferior, com nove gols anotados até aqui.
Pressão como mandante
Um dos fatores que podem estar influenciando a queda de rendimento ofensivo — e com o qual a Ponte terá de lidar novamente — é a pressão por vitórias dentro de casa. O técnico Alberto Valentim já admitiu que esse fator tem afetado a equipe. Após o empate sem gols com o ABC, pela 9ª rodada, ele reconheceu que a ansiedade comprometeu o desempenho ofensivo: “
Tivemos pressa para acelerar o jogo, o que comprometeu a construção. A gente não conseguiu fazer o que treinou.”
A vitória por 1 a 0 sobre o Tombense, na 11ª rodada, ajudou a aliviar a pressão no Moisés Lucarelli, mas novamente a Ponte teve dificuldades para criar chances claras. O único gol da partida veio em cobrança de pênalti sofrido por Jeh e convertido por Elvis.
Mesmo com esse resultado positivo, a campanha em casa é apenas regular: em seis jogos como mandante, a Ponte soma três vitórias, um empate e duas derrotas, um aproveitamento de 55%.
Agora, após a derrota fora de casa para o São Bernardo, a Ponte retorna ao Majestoso contra o sexto colocado Floresta, no próximo sábado (19), em busca não apenas de uma vitória, mas também de uma atuação mais eficiente no setor ofensivo, para consolidar sua posição no G-8 da competição.
Jogadores reconhecem o momento
Para o duelo deste sábado, Valentim não poderá contar com o lateral-direito titular Maguinho, suspenso após receber o terceiro cartão amarelo. Pacheco, o jovem João Gabriel e o versátil Luiz Felipe, que já atuou como volante e lateral este ano, são os cotados para substituí-lo.
Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (16), Luiz Felipe reconheceu que a pressão da arquibancada pode interferir, mas reforçou a importância de manter o foco: “A gente se precipita para resolver logo. A torcida quer que a gente decida rápido. Vai passando o tempo e complica. Temos que ter a cabeça no lugar. A torcida não pode ser um bicho-papão para nós. Ela sempre vai ser nossa motivação para vencer.”
João Gabriel também destacou o desafio diante de adversários que atuam de forma mais fechada no Majestoso: “Vai ser um jogo de estratégia. Geralmente os times que vêm aqui se defendem mais, jogam por uma bola. A gente está ciente disso e vai ter que aproveitar as chances que aparecerem.”
Apesar das dificuldades recentes, o elenco reforça o compromisso com a torcida. Luiz Felipe enfatizou a entrega da equipe: “Às vezes o torcedor perde uma segunda à noite, no frio, para apoiar a gente, e não conseguimos o resultado. Ainda assim, nunca deixamos de correr, nunca deixamos de tentar. Vamos conquistar mais três pontos e dar essa vitória para eles.”
A Ponte Preta é atualmente a vice-líder da Série C, com 23 pontos, quatro a menos que o líder Caxias. Um empate contra o Floresta já garante a manutenção da segunda colocação, mantendo a equipe à frente de Ypiranga e Londrina, que somam 20 pontos cada.







