As 100 unidades que aderiram ao programa Escola Cívico-Militar (ECM) da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) iniciaram o ano letivo nesta segunda-feira (2). A Seduc informou que “para garantir um ambiente de respeito e de cuidado com os direitos e os deveres dos integrantes do ECM”, foi elaborado um regimento interno específico para as escolas do modelo. Todas as decisões da gestão escolar, contudo, permanecerão sob responsabilidade do diretor da unidade escolar nomeado pela Secretaria.
O sistema cívico-militar está sendo aplicado em seis escolas da Região Metropolitana de Campinas. Duas delas em Campinas: Reverendo Eliseu Narciso, na região do DIC III, e Professor Messias Gonçalves Teixeira, no Jardim Nova Aparecida.
A cidade de Nova Odessa ganhou uma unidade do modelo Cívico-Militar, na escola Professora Silvania Aparecida Santos, no Parque Residencial Triunfo. As outras três unidades ECM da RMC ficam em Cosmópolis (escola Dr. Paulo de Almeida Nogueira), Sumaré (Marinalva Gimenes Colossal da Cunha, no Parque Jatobá) e em Hortolândia (Yasuo Sasaki, no Jardim Santa Esmeralda).
Pelo regimento interno elaborado, o respeito e a disciplina previstos nas unidades cívico-militares não significam o cerceamento da liberdade de se expressar ou de expor opiniões e ideias, mas o uso dessa liberdade com responsabilidade e de acordo com o bem comum.
“As orientações, por sua vez, devem ser encaradas como um instrumento a serviço da formação integral do aluno, não sendo desejáveis o rigor excessivo ou leniência na aplicação”, explica a Seduc.
“Queremos que os alunos se envolvam com a escola e aprendam os benefícios de adotar um comportamento ético e respeitoso, essencial para um ambiente escolar saudável. O objetivo é que o estudante seja respeitoso e disciplinado a partir de valores como responsabilidade e respeito ao outro”, reforçou o secretário de educação, Renato Feder.
O sistema
As escolas estão distribuídas na capital e em 88 cidades da região metropolitana, litoral e interior. Todas foram selecionadas após consulta pública com as comunidades.
Cada unidade escolar conta com dois monitores, que são policiais militares da reserva selecionados após avaliação de uma banca e análise de títulos e documentos comprobatórios da aptidão.
Todos os militares do Programa Escola Cívico-Militar, informou a Seduc, serão avaliados periodicamente, por diretores e alunos, e submetidos ao processo semestral de avaliação de desempenho para verificar adaptação e permanência no modelo.
os monitores devem, obrigatoriamente, participar de curso de capacitação, com carga horária mínima de 40 horas, ministrado pela Seduc-SP em parceria com a Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSO), focado em temas relacionados ao regimento interno, à psicologia escolar, ao ambiente escolar e desafios contemporâneos, à cultura de paz e segurança escolar.






