A Ponte Preta e o atacante Everton Brito encerraram oficialmente o vínculo contratual nesta segunda-feira (10), após a Justiça do Trabalho reconhecer o pedido de rescisão indireta do atleta. O desligamento foi publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, em decorrência da decisão assinada pelo juiz Thiago Nogueira Paz, do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, na última sexta-feira (7).
Além da rescisão, Brito cobra R$ 1.044.893,10 referentes a salários atrasados, direitos de imagem, auxílio-moradia, recolhimentos de FGTS, entre outros valores. O atacante afirma estar há cinco meses sem receber. Com a decisão judicial e a publicação no BID, Everton Brito está livre para assinar com outro clube.
Na sentença, o magistrado destacou que o clube foi intimado a comprovar o pagamento dos valores referentes ao contrato do jogador, mas não apresentou os documentos solicitados: “Visando aferir a veracidade da alegada mora — prova de produção simples e imediata pela empregadora —, este juízo determinou que a reclamada juntasse os comprovantes de pagamento no prazo de oito dias, sob pena de presunção de veracidade da mora alegada. A reclamada, contudo, não juntou nenhum dos comprovantes requisitados, limitando-se a argumentos jurídicos, ignorando a ordem judicial objetiva.”
O juiz também ressaltou que o atleta estava privado de sua fonte de sustento e impedido de exercer sua profissão, destacando a urgência do caso e a curta duração da carreira esportiva:
“O atleta encontra-se privado de sua fonte de sustento (salários) e, o que é mais crítico, está impedido de exercer sua profissão. Aguardar audiência designada para 2026 fulmina, na prática, a possibilidade de o reclamante obter novos contratos e dar seguimento à sua carreira. A imediata liberação é, portanto, medida essencial.”
A ação movida por Brito, de 30 anos, tramita desde o início de outubro, ainda durante a reta final da Série C. O jogador estava fora dos gramados desde agosto, em razão de uma lesão no joelho que exigiu cirurgia, situação também mencionada no processo.
Everton Brito chegou à Ponte Preta em abril de 2024, com contrato válido até março de 2026. Pela Macaca, disputou 42 partidas e marcou quatro gols, todos em 2025. O atacante era titular até se lesionar diante do Floresta, ainda na primeira fase da Série C.
Após exames, foram constatadas lesões nos joelhos direito e esquerdo e ele chegou a ser poupado na partida seguinte, mas retornou ao time no Dérbi 210, empate com o Guarani no Moisés Lucarelli. Desde então, permaneceu afastado e passou por cirurgia em setembro.
Brito é mais um atleta a acionar a Ponte Preta na Justiça por atrasos salariais. Jean Dias e Maguinho conseguiram a rescisão ainda durante a Série C, enquanto o zagueiro Wanderson ingressou com ação judicial horas após o título da competição, conquistado diante do Londrina, no dia 25 de outubro.
O clube, que tem eleições marcadas para 20 de novembro, tenta acertar as pendências com outros jogadores do elenco para manter a base do elenco campeão para 2026.











