Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos e Nobel da Paz em 2002, morreu neste domingo (29) aos 100 anos. Eleito para a Casa Branca em 1976, Carter assumiu o cargo de 39º presidente dos Estados Unidos. Na ocasião, venceu o então presidente Gerald Ford por uma margem de votos tangencial e numa América ainda marcada pelo escândalo “Watergate” que forçou a renúncia de Richard Nixon a demitir-se.
Mediador da paz no Oriente Médio e defensor da saúde global e dos direitos humanos, Carter foi o presidente que viveu mais tempo na história dos EUA. Ele cumpriu apenas um mandato na Casa Branca e foi derrotado por Ronald Reagan em 1981. Passou as décadas seguintes concentrado nas relações internacionais e nos direitos humanos, esforços que lhe renderam o Nobel.
“O meu pai foi um herói, não só para mim, mas para todos os que acreditam na paz, nos direitos humanos e no amor altruísta”, disse Chip Carter, filho do ex-presidente, num comunicado oficial à imprensa.
Carter já havia passado por uma série de internações hospitalares. Segundo sua família, em fevereiro do ano passado ele havia optado por “passar o tempo restante em casa”, em cuidados paliativos. A esposa de Carter, Rosalynn Carter, morreu em novembro passado. A ex-primeira-dama tinha 96 anos.
Carter viajou pelo mundo como emissário da paz, observador eleitoral e defensor da saúde pública. Ele fez visitas à Coreia do Norte em 1994 e a Cuba em 2002. Carter foi um crítico da invasão do Iraque em 2003, da guerra com drones, da vigilância governamental sem mandado e da prisão na Baía de Guantánamo. Ganhou admiração, e aversão, pelo seu envolvimento nos esforços pela paz.







