Um dos barcos da Global Sumud Flotilla, missão internacional que busca romper o bloqueio imposto a Gaza, foi atacado por um drone nesta segunda-feira (8), em águas da Tunísia. A embarcação atingida, conhecida como Family Boat e que navega sob bandeira portuguesa, transportava integrantes do comitê diretivo da organização. Ninguém ficou ferido, segundo comunicado oficial da missão.
A ação é acompanhada pela vereadora de Campinas Mariana Conti (PSOL), que está ao lado de ativistas de mais de 40 países para uma operação que pretende levar medicamentos e alimentos à palestinos.
Em uma postagem no instagram há um dia, Mariana gravou um vídeo explicando que os barcos estavam chegando à Tunísia para um evento da Central Sindical dos Trabalhadores daquele país.
A assessoria da parlamentar confirmou que Mariana está na Tunísia, mas não relatou a localização exata no momento do ataque. Em vídeo publicado na manhã desta terça-feira (9), Conti relatou o episódio conforme notícias que recebeu das agências, e reforçou a gravidade do ocorrido.
“Havia seis pessoas a bordo e todas estão bem. O barco atacado, o Family, tem bandeira portuguesa. É uma tentativa de intimidação muito grave à Flotilla. Recentemente o regime israelense disse que classificaria as pessoas da missão como terroristas. Além de ataque à soberania da Tunísia, porque aconteceu em suas águas de jurisdição. É uma afronta ao direito internacional”, declarou a vereadora.
A relatora especial da ONU para a Cisjordânia e Gaza, Francesca Albanese, também denunciou o ataque, destacando que outras embarcações seguem para a capital tunisiana e necessitam de proteção urgente.

A flotilha partiu de Barcelona no início de setembro e reúne ativistas de diversos países. Entre os participantes está o ativista brasileiro Thiago Ávila e a ativista sueca Greta Thunberg.
A missão é descrita pelos organizadores como “a maior ação humanitária da história” destinada a Gaza.
Os Ataques
As forças israelitas têm em curso uma ofensiva na Faixa de Gaza que causou mais de 64.600 mortos no território governado pelo Hamas desde 2007
A ofensiva seguiu-se ao ataque do Hamas no sul de Israel, em 07 de outubro de 2023, que provocou cerca de 1.200 mortos e 251 reféns.
Israel, que anunciou uma operação para tomar a cidade de Gaza, no norte do enclave, tem sido acusada de genocídio e de usar da fome como arma de guerra, que nega.
A ONU declarou em agosto uma situação de fome no norte de Gaza, o que acontece pela primeira vez no Médio Oriente.







