Os funcionários da Sanasa entraram em estado de greve por conta da falta de acordo com a diretoria da empresa de economia mista com relação à campanha salarial. A medida foi tomada na última sexta-feira (5), em assembleia realizada no auditório da IMA (Informática de Municípios Associados). As negociações estão em um impasse. Além de decretar o estado de greve, a categoria também rejeitou a contraproposta da empresa de repor as perdas salariais pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, acumulado no período de maio/2020 a abril/2021, que ficou em 6,76%, em duas vezes: metade em janeiro de 2022 e outra metade, em janeiro do ano seguinte, 2023.
O estado de greve segue até a próxima sexta (13), quando os trabalhadores se reunirão novamente para definir qual encaminhamento será dado à campanha salarial. O processo negocial agora tem a intermediação do vice-prefeito e secretário de Relações Institucionais, Wanderley de Almeida.
Está marcada para quinta-feira uma audiência de conciliação na Comissão Pré-Processual do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), às 13h30.
A Sanasa informou que o estado de greve é um movimento sindical para deixar claro que as tratativas não estão avançando e não prejudica o bom andamento da empresa, portanto, sem prejuízo aos clientes.
“O sindicato pede um reajuste de 10%. Esse impasse se deve ao decreto que dispõe sobre aumento de gastos em 2020/2021, ou seja, neste momento de pandemia. Estamos vivendo um momento difícil para todos”, informou a Sanasa.











