O processo eleitoral no Guarani começa a movimentar grupos dentro do Brinco de Ouro para as eleições que acontecerão em dezembro, em dia ainda a ser marcado. O pleito definirá os integrantes do Conselho de Administração (CA) e do Conselho Deliberativo (CD) que comandarão o clube pelos próximos três anos. Além da situação, liderada pelo presidente Rômulo Amaro, duas chapas sinalizam participação na disputa: “Meu Bugre Forte” e “União Guarani”.
O estatuto social, reformulado neste ano, ainda necessita de registro oficial para que novas regras do pleito sejam válidas.
Liderada pelo empresário Wilson Matos, a “União Guarani” chega com uma proposta de cumprimento do significado do termo que compõe o nome da chapa.
“Não somos situação e nem oposição. Buscamos unir forças para fazer um Guarani forte”, diz Matos.
O grupo é focado em tornar o clube numa SAF (Sociedade Anônima do Futebol), cuja implantação já conta com o aval do novo estatuto. A ideia é que um conjunto de empresários bugrinos integre a nova forma de gestão, junto com profissionais ligados ao futebol e à parte social.
“Pelo que avaliamos, o Guarani vai precisar se transformar em SAF já nos próximos seis meses para que as contas do futebol possam fechar. A princípio, nossa projeção é injetar R$ 20 milhões a partir de janeiro para começarmos a caminhar”, diz Matos.
O grupo, que também tem como alvo a perspectiva de construção do novo estádio e CT, conta com o apoio de ídolos do clube, como Amoroso, Fumagalli e Renatinho. Ex-dirigentes que contribuíram para grandes campanhas do Guarani no passado, como Cláudio Corrente, também integra o movimento. A forma de gestão do grupo será divulgada nos próximos dias.
“Meu Bugre Forte”
A chapa é liderada pelo empresário Felipe Roselli, filho de Mauro Oswaldo Roselli, o Maurinho, um dos fundadores da Guerreiros da Tribo. Felipe também liderou o grupo político que atuou em 2011 na destituição do ex-presidente Leonel Martins de Oliveira e fez parte do CA na gestão anterior.
“Estamos unindo diversos grupos que antes falavam sozinhos. A chapa nasce com um perfil de gestão moderna, técnica e transparente. Nosso foco é profissionalizar o Guarani em todas as áreas — administrativa, financeira e esportiva — sem depender de nomes ou apadrinhamentos. Nosso direcionamento é construir um clube forte, sustentável e vencedor, com decisões baseadas em planejamento, não improviso”, afirma ele.
Sobre a transformação do clube em SAF, o grupo age com cautela. “Somos favoráveis a estudar a SAF com seriedade, mas sem pressa nem aventuras. A prioridade é fortalecer o clube — equilibrar as contas, melhorar a governança e valorizar o futebol. Com o Guarani estruturado, qualquer modelo — SAF ou associativo — pode funcionar. O que não pode é entregar o patrimônio e a história do clube sem garantias claras de benefício real para o Bugre.”







