O Guarani ainda tenta assimilar o fracasso na Série C. O clube chegou até a última rodada dependendo só de suas forças para alcançar o acesso, mas bateu na trave. Dois fatores reforçam a frustração no Brinco de Ouro: a alta expectativa criada pelo retorno à Série B em razão da campanha de recuperação na reta final da primeira fase e, principalmente, a derrota no Dérbi que impediu o acesso.
Agora, o Bugre tenta superar o momento difícil e se concentrar no planejamento para 2026. Apesar da fase adversa, o Guarani deve manter a direção de futebol, comissão técnica e a base do grupo. Boa parte dos jogadores titulares tem contrato para 2026.
Depois do tropeço diante da Ponte Preta, sábado (11), no Moisés Lucarelli, o técnico Matheus Costa mostrou abatimento, mas também lembrou dos bons momentos da campanha.
“Conseguimos resgatar a autoestima do torcedor e recuperar a alegria dele em ver o time em campo”, afirmou, lembrando que a equipe saiu de uma colocação próxima à zona de rebaixamento e conseguiu se classificar à segunda fase.
No quadrangular final, Costa admitiu responsabilidade pelo time ter deixado escapar o acesso, mas também atribuiu à arbitragem parcela de culpa. “Fomos prejudicados em jogos decisivos, em Brusque e contra o Náutico no Brinco. Não sei qual o real interesse em conter o máximo de clubes paulistas”, questionou. “Infelizmente, deixamos para decidir no último jogo. Fizemos de tudo e não conseguimos.”
Em relação ao Dérbi, Costa acredita que o primeiro gol da Ponte, marcado logo aos 6 minutos, foi determinante para o resultado final de 2 a 0. O lance surgiu na sequência de o Guarani acertar a trave do goleiro Diogo Silva e perder a bola no meio de campo no rebote.
“Deu tudo errado. Todos os nossos jogadores de grande estatura estavam na área adversária. O lance pegou nosso time desprevenido e tomamos o gol. Foi uma situação mentalmente difícil. Era uma decisão.”
O treinador tem contrato até o final do Campeonato Paulista de 2026. “Se enxergarem que eu ainda posso contribuir com o Guarani, é de interesse meu ficar. Aprendi a amar esse clube”, disse. Costa comandou a equipe em 11 jogos na Série C e teve aproveitamento e 54,5%, com cinco vitórias, três empates e três derrotas.







