O guarda civil municipal Leandro Pereira da Silva, de 46 anos, morreu na noite desta quarta-feira (16), nove dias após ter sido gravemente ferido durante uma ocorrência no bairro Vila Esperança, em Valinhos. O agente sofreu queimaduras extensas ao ser atacado com gasolina e fogo por uma mulher de 58 anos, durante uma ação de apoio ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da cidade.
O caso ocorreu no último dia 7 de julho, quando Leandro e outros guardas municipais foram acionados para acompanhar uma equipe médica na administração de medicação a uma paciente com histórico de transtornos psiquiátricos.
A intervenção ocorreu no CAPS II Esperança e, após o atendimento, os agentes se preparavam para encerrar a ocorrência quando um vizinho alertou sobre uma situação de violência na mesma residência.
A AÇÃO
Segundo relato, a mulher estava agredindo a própria filha, uma adolescente de 16 anos, com um facão. Ao se dirigirem ao local indicado, no quintal da casa, os guardas foram surpreendidos. A mulher jogou gasolina sobre Leandro e ateou fogo. O agente correu em chamas até ser socorrido pelos colegas, que conseguiram apagar o fogo e o levaram para a Santa Casa de Valinhos.
De lá, ele foi transferido em estado gravíssimo para o Hospital Irmãos Penteado, em Campinas, onde permaneceu internado na UTI até não resistir aos ferimentos.
A agressora foi presa em flagrante ainda no dia do ataque. De acordo com a Polícia Civil, ela já havia sido acompanhada por equipes de saúde mental e tem um histórico de transtornos psiquiátricos. A filha da mulher, que também sofreu agressões, foi socorrida e recebeu atendimento médico.
O crime comoveu a cidade de Valinhos e provocou manifestações de pesar por parte de colegas e autoridades da segurança pública. Leandro Pereira da Silva atuava há mais de dez anos na corporação.
O caso foi registrado como homicídio qualificado e lesão corporal, com agravantes, e é investigado pelo 1º Distrito Policial de Valinhos.







