O Guia de Terminologia sobre Políticas Afirmativas da Prefeitura de Campinas vai ganhar uma nova edição e a população pode participar enviando contribuições pelo site da publicação. O Guia tem como objetivo orientar as pessoas sobre o uso correto de terminologias.
“O Guia foi criado para ser um documento vivo, que vai mudando à medida que a sociedade muda ou que termos e palavras são incluídos ou excluídos do vocabulário. Para esta 4ª edição, queremos a participação da população, que pode nos enviar as dúvidas sobre expressões que devemos e que não devemos mais usar no dia a dia”, conta Victor Lobo, coordenador do GentiLAB (Laboratório de Inovação em Gestão de Pessoas), da Secretaria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas.
Pensado inicialmente como um guia para os servidores, os organizadores esperam que a publicação chegue ao maior número de pessoas possível.
“O guia pode ser muito útil para grupos diversos, empresas e em especial para quem trabalha com atendimento à população. O mundo mudou e muitas palavras e expressões que usávamos no passado hoje não devem mais ser usadas”, explicou.
“Queremos ouvir das pessoas que expressões as incomodam ou que geram alguma dúvida”, completou.
Quem conhece usa
Na Prefeitura, muitos servidores usam o Guia para melhorar a comunicação com o cidadão ou mesmo no próprio local de trabalho. É o caso da Valéria Silva, coordenadora de Benefícios.
“Uso o Guia de Terminologias no dia a dia com os jovens aprendizes do Programa VIBE como uma forma de me comunicar de maneira mais respeitosa e consciente. Ele me ajuda a entender melhor certos termos e a refletir sobre a forma como a gente fala”, conta. “Isso faz muita diferença na hora de criar um ambiente mais acolhedor e inclusivo para todos”, completa.
A coordenadora pedagógica da Escola de Governo e Desenvolvimento do Servidor (EGDS), Célia Bortolozo, também utiliza o Guia no dia a dia.
“O Guia de Terminologia é um instrumento importante para o exercício de minhas atribuições. Estou sempre recorrendo a essa ferramenta para garantir maior clareza e precisão na comunicação com a equipe e com os servidores que fazem os cursos da EGDS”, disse.
“O guia amplia o letramento sociocultural e contribui para efetivar práticas de linguagem muito mais inclusivas, afetivas e assertivas”, explicou.
Conteúdo
Entre as expressões que caíram em desuso e não devem mais ser usadas, e que constam no Guia estão:
- Desculpa de aleijado é muleta;
- Mais perdido que cego em tiroteio;
- Da cor do pecado;
- Já passou da idade;
- Programa de índio;
- Cabeça chata.
Com relação às palavras, também devem ser retiradas do vocabulário:
Judiar; Mendigo; Traveco; Drogado e Macumbeiro.
E é importante entender termos como: Bigênero; Branquitude; Capacitismo; Colorismo; Negritude; Seximo e Sororidade.
Grupo Intersetorial de Estudos – Políticas Afirmativas
O Guia foi elaborado pelo Grupo Intersetorial de Estudos – Políticas Afirmativas, que tem como objetivo propor medidas de inclusão, proteção, reconhecimento e estímulo aos servidores negros, indígenas, mulheres, pessoas com deficiência e LGBTQI+.
Inicialmente, o grupo fez o levantamento de diversos termos que são usados corretamente e outros que caíram em desuso ou representam preconceito.
Os termos foram agrupados em diversidade, idoso, igualdade de gênero, migração e igualdade racial.
O Guia também traz um conjunto de símbolos que auxiliam na comunicação visual.







