A Saúde em Campinas vive situação difícil. Dengue, viroses e a demanda decorrente de casos relacionados ao Carnaval criaram um combo que está estrangulando o atendimento em hospitais públicos e privados.
Um dia depois do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) declarar superlotação na Unidade de Emergência Referenciada (UER) e anunciar a suspensão temporária no recebimento de novos pacientes adultos, o Hospital PUC-Campinas também anunciou sobrecarga.
Em nota distribuída à comunidade, o Hospital PUC-Campinas afirmou que “o Pronto-Socorro Adulto SUS está superlotado com 70 pacientes internados, com capacidade instalada para 20 leitos, todos de alta complexidade”.
Avisou também que “para garantir e preservar a segurança técnica assistencial e o atendimento com qualidade, o Hospital solicita o apoio da imprensa, a fim de orientar a população do atendimento SUS sobre a situação e procurar outras instituições de saúde, bem como as regulações da Cross e Samu aguardarem a estabilização da Unidade para encaminhamento de novos casos”.
A situação piora um quadro que já vem sendo desafiado há vários anos em Campinas, com o gradativo aumento do atendimento público em razão da saída de usuários de planos privados.
No caso do HC da Unicamp, a unidade atingiu 500% de ocupação nos pontos de observação da emergência. Essa informação foi repassada para o CROSS, que é o setor que faz a regulação da urgência na Secretaria Estadual da Saúde, e que inclui Samu Campinas, DRS VII e Corpos de Bombeiros.
Ainda de acordo com o documento, assinado pela superintendente do HC, Elaine Cristina de Ataíde, a capacidade na sala de clínica médica está em 200% e de 300% na sala de cirurgia do trauma.







