O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) elevou nesta terça-feira (10) de laranja para vermelho o alerta sobre a onda de calor e a baixa umidade, que inclui cidades da região de Campinas. O alerta de “grande perigo” para a saúde vale até as 23h59 de sexta-feira (13) e é acionado quando as temperaturas ficam 5ºC acima da média durante cinco dias seguidos. Em Campinas, a Defesa Civil também emitiu aviso de risco aumentado de incêndios florestais entre quarta-feira (11) e sábado (14).
Temperaturas altas, com máximas na casa dos 34°C, umidade do ar abaixo de 25% e rajadas de vento, explicou a Defesa Civil, serão favoráveis para o início espontâneo, propagação e intensificação de incêndios florestais, como o que está sendo combatido na região do Pico das Cabras, em Joaquim Egídio.
O coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, ressalta que ao colocar fogo no mato, além de praticar um crime, o autor causa prejuízos imensos aos animais, à vegetação e à comunidade.
“Ao avistar uma queimada, as pessoas devem ligar para o Corpo de Bombeiros pelo 193. Em caso de soltura de balões, por ser crime, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190 ou a Guarda Municipal pelo 153”.
Nesta terça-feira, a Umidade Relativa do Ar (URA) em Campinas chegou a 18,2% às 16h e a temperatura máxima registrada pelo Cepagri da Unicamp foi de 33,3°C. Segundo o centro de pesquisa, não há previsão de mudança brusca no tempo nos próximos dias. O volume médio de chuvas em setembro, segundo o Cepagri, é de 61,2mm, mas ainda não choveu este mês em Campinas.
A Climatempo indica que no próximo domingo, o calor deve ceder um pouco e há chances pequenas de chuva na segunda-feira.
Mapa do estado
Segundo o Mapa de Risco de Incêndio do Estado, há nível de emergência para queimadas em quase todo o território paulista até o próximo sábado (14).
O gabinete de crise montado pela gestão estadual no Centro de Gerenciamento de Emergências na Defesa Civil (CGE) segue mobilizado no monitoramento e coordenação das ações de prevenção e combate aos incêndios.
Diante desse cenário, as secretarias de Estado da Saúde (SES), Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a Cetesb e a Defesa Civil apontaram que a piora na qualidade do ar ocasionada pelas queimadas é agravada pela atuação de uma massa de ar quente, seco e estável, aliada à ausência de chuvas, o que dificulta a dispersão dos poluentes.







