A Justiça Eleitoral de Campinas julgou improcedente a ação que pedia a cassação do prefeito Dário Saadi e do seu vice, Wanderley de Almeida (além da inegibilidade de Dário por oito anos) por supostas irregularidades cometidas durante a campanha eleitoral de 2024. As denúncias foram feitas pela coligação do candidato Rafa Zimbaldi.
A ação aponta abuso de poder econômico e de poder político por parte da chapa de Dário, citando a gravação de vídeos em espaços públicos para as redes sociais do então candidato e a visita dos candidatos a uma empresa por intermédio de um vereador.
O juiz eleitoral de Campinas, Luiz Antônio Alves Torrano, disse em sua decisão que não há indicativo de ilegalidade em nenhuma das denúncias. A gravação de vídeos em espaços públicos, inclusive, já havia sido alvo de outra denúncia, oferecida pelo PT, que já foi julgada a favor de Dário, com decisão proferida pelo plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Em sua sentença, Torrano reforça que não há provas suficientes para atribuir a Dário e sua coligação irregularidades que justifiquem a cassação ou inegibilidade.
“A Justiça de Campinas tomou a única decisão possível, principalmente depois do entendimento do TSE na outra ação, do PT, que pedia a cassação de Dário em parte pelos mesmos motivos apontados no pedido de Rafa Zimbaldi”, disse Marcelo Pellegrini, advogado de defesa da campanha de Dário.
O prefeito Dário Saadi comemorou a decisão. “O questionamento judicial faz parte do processo democrático, mas aqui em Campinas não vai ter tapetão. Fui eleito pela vontade da maioria da população, e essa vontade está sendo respeitada. Fico feliz em ver, mais uma vez, que a Justiça foi feita, demonstrando que não houve nenhuma irregularidade na minha campanha”, afirmou.







