Com seis seleções sul-americanas e duas da Concacaf, todos os oito classificados às quartas de final da Copa América foram conhecidos na última terça-feira (2), com o empate em 1 a 1 entre Brasil e Colômbia, que definiu a passagem dos brasileiros e a eliminação da Costa Rica, que até fez sua parte vencendo o Paraguai por 2 a 1, mas precisava de uma vitória dos colombianos para sonhar com a última vaga no mata-mata.
Embora já estivesse classificada com uma rodada de antecedência, a Colômbia jogava pelo empate para avançar na primeira colocação e garantir um cruzamento melhor nas quartas, alcançando o objetivo e ficando com uma das quatro melhores campanha do torneio, atrás apenas de Argentina, Uruguai e Venezuela, que lideraram seus respectivos grupos com 100% de aproveitamento.
Se essas quatro seleções corresponderam às altas expectativas, outras quatro equipes sul-americanas decepcionaram bastante na Copa América. Rivais históricos, Chile e Peru estavam no mesmo grupo e não foram capazes de vencer nem sequer marcar um gol. Já Paraguai e Bolívia, em chaves opostas, perderam seus três jogos na competição, mas o os bolivianos se despediram com a pior campanha entre os 16 participantes: 10 gols sofridos e apenas um marcado.
Titular e capitão da seleção boliviana, comandada pelo técnico brasileiro Antônio Carlos Zago, o zagueiro pontepretano Luis Haquín participou de todas as três partidas de sua equipe na Copa América, atuando durante 90 minutos em todas elas.
A Bolívia estreou com derrota por 2 a 0 para os anfitriões Estados Unidos, depois tomou goleada por 5 a 0 do Uruguai e encerrou sua participação com outro revés, desta vez por 3 a 1 para o Panamá, que conquistou histórica classificação com esse resultado, na última segunda-feira (1º).
De volta ao Majestoso após mais de um mês a serviço de sua seleção, Luis Haquín ainda não deve atuar no próximo compromisso da Macaca, diante do Brusque, nesta sexta-feira (5), às 21h, no interior de Santa Catarina, mas deve voltar a ficar à disposição para o duelo contra o Mirassol, no próximo dia 12 (sexta-feira), em Campinas.
Ao todo, o defensor de 26 anos desfalcou a Ponte Preta em seis rodadas da Série B, incluindo o Dérbi 207, no último domingo (30), que terminou em empate em 1 a 1 com o Guarani, no estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas.

Ele ficou de fora de todos os jogos da Macaca no mês de junho, pois se apresentou à seleção boliviana no fim de maio para três amistosos preparatórios para a Copa América, nos Estados Unidos. A Bolívia perdeu todos: 1 a 0 para o México, 3 a 1 para o Equador e 3 a 0 para a Colômbia, mas Haquín atuou apenas nesse último.
Sua última partida com a camisa alvinegra foi a derrota por 2 a 0 fora de casa para o Ituano no dia 26 de maio, que provocou o pedido de demissão do técnico João Brigatti. Desta forma, Haquín ainda não disputou nenhuma partida sob o comando do técnico Nelsinho Baptista, que assumiu o cargo na virada de maio para junho.
Contratado junto ao Deportivo Cali, da Colômbia, com indicação do técnico campineiro Thiago Leitão, ex-jogador da Ponte Preta, que trabalha no futebol boliviano, Luis Haquín chegou ao Majestoso em janeiro deste ano, como um dos reforços da equipe para a temporada de 2024. Ele já atuou em 12 jogos com a camisa da Macaca nesta temporada: seis pelo Campeonato Paulista e outros seis pela Série B, todos como titular.
Essa foi a primeira vez que Luis Haquín virou baixa na Ponte por motivo de compromissos com sua seleção nacional. Em março deste ano, ele havia disputado dois amistosos diante de Andorra e Argélia, mas não desfalcou a Macaca porque o Campeonato Paulista parou durante a Data FIFA.
Desta vez, no entanto, o Campeonato Brasileiro não respeita o período de quase um mês da Copa América, disputada entre os dias 20 de junho e 14 de julho, nem mesmo a janela de amistosos preparatórios para a disputa da competição, na primeira quinzena de junho.
Desde 2017, quando estreou na seleção principal com apenas 19 anos, Luís Haquin já disputou 37 jogos pela Bolívia, com direito a um gol marcado, num amistoso contra Myanmar, em 2018.
O zagueiro boliviano já disputou três edições da Copa América, as outras duas foram em 2019 e 2021, ambas sediadas no Brasil. Ele também participou das últimas duas Eliminatórias para a Copa do Mundo e vem acumulando convocações para ajudar a levar a Bolívia ao Mundial de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá. A Bolívia é a atual vice-lanterna das Eliminatórias, com apenas três pontos em seis rodadas. São seis vagas diretas e uma para repescagem.







