As liquidações pós-festas comuns nos meses de janeiro e fevereiro, oferecem descontos atrativos aos consumidores, podendo chegar a 70%, e tem papel central na recomposição do caixa do varejo, segundo avaliação do departamento de economia da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC).
Com a desaceleração natural das vendas após o período de fim de ano, os lojistas recorrem às promoções para acelerar o giro de estoque e contar um planejamento financeiro mais eficiente.
Nesse período, a margem líquida de lucro do comércio, que normalmente varia entre 10% e 20%, pode cair para níveis entre 2% e 5%, ou até ser inexistente. Ainda assim, a estratégia é eficiente.
“Mesmo com margens menores, o objetivo é melhorar o fluxo de caixa e ajustar estoques, preparando o varejo para os desafios dos próximos meses”, afirma o economista da ACIC, Mário Eduardo Campos, as liquidações são fundamentais para o início do ano.
Entre os segmentos mais procurados estão eletroeletrônicos, eletrodomésticos, moda, móveis, artigos esportivos e brinquedos. No setor de tecnologia, o movimento é impulsionado pelo anúncio de novos modelos de smartphones e notebooks logo no início do ano, o que leva à redução de preços das versões anteriores e intensifica as promoções nas lojas físicas e no comércio eletrônico.
Ponta do lápis
A ACIC também alerta os consumidores para o consumo consciente, com a necessidade de colocar as contas “na ponta do lápis”, já que o início do ano concentra despesas obrigatórias, como IPVA, IPTU e material escolar.
“Diante dos gastos obrigatórios de início de ano, é fundamental avaliar a real necessidade de compra para não comprometer o orçamento familiar e evitar o endividamento”, destaca Campos.
Já para as pessoas jurídicas, o risco está em liquidar estoques sem estratégia, afetando margens e capital de giro.
“Planejamento financeiro é o que diferencia a oportunidade do problema. Tanto empresas quanto consumidores precisam usar as liquidações de forma estratégica, sem comprometer o equilíbrio financeiro ao longo do ano”, reforça o economista.










