Os macacos-pregos Neno, Nilo, Natan e Tominha vivem no Bosque dos Jequitibás desde janeiro deste ano. Os quatro estavam sendo traficados quando foram encontrados pela Polícia Rodoviária em novembro de 2023.
Após o resgate, foram encaminhados à Polícia Ambiental, que procurou pela equipe do Bosque. Após um período de adaptação e tratamento em uma clínica veterinária parceira, os macaquinhos finalmente foram continuar o acompanhamento na nova casa.
A veterinária do Bosque dos Jequitibás, Bianca Mendes, conta que os macaquinhos estavam desnutridos e debilitados quando foram resgatados.
“O menor deles, mais novo, o Nilo, ainda estava com o cordão umbilical. Agora, estão todos muito bem de saúde. Tominha, que é o maior, está vivendo na ilha dos macacos, e os outros estão em um recinto que foi adaptado para eles”, conta Bianca.
Bianca explica que a idade estimada de Neno e Natan é de 10 meses, Tominha deve ter mais de um ano e Nilo, o mais novinho, oito meses. “São muito sapecas. Como ainda são crianças, gostam de brincar, pulam de um lado para outro. No recinto, eles têm à disposição chocalho, bola e ursinho de pelúcia”, conta a veterinária.

Quem for ao Bosque dos Jequitibás poderá conhecer essa turma. O trabalho de parceria com a Polícia Ambiental e os Bombeiros é um dos trabalhos fundamentais no Bosque dos Jequitibás. Alguns dos animais resgatados, por tráfico, maus-tratos ou acidentes, são tratados e acompanhados pela equipe técnica do Bosque.
Quando os animais estão recuperados, é feita uma avaliação para verificar se podem viver na natureza ou se precisam viver em locais que recebam abrigo e alimentação. Pode ser no Bosque dos Jequitibás ou em outro local.
O Bosque tem cerca de 200 animais, entre mamíferos, aves e répteis. Alguns animais circulam livremente pelo parque, como as cutias, tatus, saguis e preguiças.







