O mês de maio caminha para ser o mais seco dos últimos anos em Campinas. De acordo com o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri da Unicamp), o volume de chuva acumulado até segunda-feira (19) é de apenas 4 milímetros e os modelos meteorológicos não indicam chances de grandes volumes até o final do mês.
Em maio do ano passado, choveu na cidade 88,1mm, acima da média de 59,6% para o mês que marca a transição para a estação seca no sudeste. Os 4mm registrados até agora representam apenas 6% da média. Desde 1996, o menor volume de chuva para maio ocorreu em 2000, com 2mm, e depois em 2006, com 3mm, seguido por 2018, com 8.6mm.
Até a próxima quarta-feira (21), o tempo seguirá estável na região, sob predomínio de sol, temperaturas relativamente elevadas para a época do ano (especialmente as máximas) e baixa umidade relativa do ar durante as tardes, conforme o Cepagri. Nos próximos dias, as temperaturas ficam entre 15 e 28°C. A umidade relativa do ar mínima oscilará entre 30 a 35%.
Entre a quinta-feira e o sábado, há possibilidade de chuvas na região, embora, até o momento, não haja expectativa por volumes elevados ou chuvas generalizadas, de acordo com o Cepagri. Isso ocorre devido à passagem de uma frente fria, que deverá avançar lentamente pelo litoral do estado durante esses dias.
A MetSul avalia que maio, até o momento, tem apresentado condições meteorológicas que fogem do padrão climatológico, com a maior parte das áreas apresentando temperatura acima da média e precipitação abaixo das médias históricas. Maio é historicamente o mês mais frio mês do outono climático.
A segunda quinzena de maio não reserva volumes altos de chuva nos estados do Sudeste e do Centro-Oeste, aponta a MetSul. No Sudeste, chove mais em pontos próximos da costa. Uma grande massa de ar seco já vem atuando sobre a região Sudeste e deve predominar no decorrer da segunda quinzena de maio de 2025, reforça o Climatempo.







