Uma manifestação marcada para o próximo domingo (1), no Parque Taquaral, em Campinas, deve reunir protetores independentes, ativistas e moradores em um ato público contra maus-tratos, negligência e impunidade em crimes contra animais.
A mobilização ganhou força após casos recentes de violência e abandono que provocaram ampla comoção e reacenderam o debate sobre a proteção animal no país.
Entre os episódios que impulsionaram o protesto está a morte de um cavalo no bairro Gargantilha, região rural de Campinas, que passou horas agonizando em via pública, na semana passada, sem receber socorro adequado.
Mesmo com a mobilização de moradores e protetores, o animal não resistiu. O caso levantou questionamentos sobre abandono, falhas na fiscalização e omissão de atendimento.
A manifestação também faz referência ao caso do cachorro comunitário Orelha, que tinha cerca de dez anos de idade e vivia sob os cuidados de moradores da Praia Brava, em Florianópolis (SC). O animal foi vítima de tortura e morreu, gerando revolta e ampliando o debate sobre a violência contra animais e a necessidade de punições mais severas aos responsáveis.
A polícia identificou quatro adolescentes suspeitos de participação nas agressões. A investigação incluiu o cumprimento de mandados, a oitiva de mais de 20 pessoas e a análise de aproximadamente 72 horas de gravações de monitoramento. Também há apuração sobre eventuais casos de coação a testemunhas envolvendo familiares dos suspeitos.
Em nota, o Conselho Municipal de Proteção e Defesa Animal afirma que o protesto busca dar visibilidade à causa e cobrar providências efetivas. “Chega de maus-tratos, negligência e impunidade. Nos reuniremos em uma grande manifestação pacífica para exigir justiça”, diz o comunicado.
O ato convocado do pelo Conselho Municipal de Proteção e Defesa Animal está previsto para começar às 9h, no Portão 1 da Lagoa do Taquaral






