A Ponte Preta teve o acesso à Série B confirmado no último sábado (27), após empatar com o Náutico em 1 a 1 no Estádio Moisés Lucarelli. O empate, por si só, não garantiria a classificação da Macaca, mas a derrota do Guarani, segundo colocado do grupo, para o Brusque por 3 a 2 consolidou o retorno da equipe à segunda divisão do Campeonato Brasileiro.
Com o resultado, o técnico Marcelo Fernandes perdeu a marca de 100% de aproveitamento à frente da equipe, mas conquistou o principal objetivo do clube nesta temporada. A Ponte entrou em campo com a chance de selar a classificação sem depender de outros resultados caso vencesse. Ainda assim, Marcelo valorizou o empate, que acabou garantindo o acesso.
“Quero enaltecer os 10 pontos conquistados. Não é todo dia que o time joga bem ou vence todas as partidas. Só tenho que agradecer aos jogadores; com esses 10 pontos praticamente garantimos o acesso. O que eles estão fazendo é de tirar o chapéu. O Náutico é uma grande equipe, tentou impor seu jogo, mas nossa equipe se manteve firme.”
O técnico também comentou sobre sua trajetória em Campinas.
Marcelo chegou à cidade inicialmente para comandar o rival Guarani. O trabalho começou de forma positiva, com uma sequência de sete partidas sem derrotas, mas terminou com duas derrotas consecutivas e quatro jogos sem vencer, deixando o rival na 12ª colocação.
Poucos dias após sua saída do Guarani, Marcelo se surpreendeu com o convite de João Brigatti, atual coordenador de futebol da Ponte Preta, para assumir a Macaca, após Alberto Valentim deixar a equipe para treinar o América-MG na Série B.
Sobre o convite e sua chegada ao clube, o técnico comentou: “O que me credenciou para vir pra cá foi exatamente o trabalho que realizei no rival. E que bom que ele me credenciou para estar aqui hoje. Cheguei a um clube onde a expectativa era apenas não cair para a quarta divisão. Começamos a ganhar, ficamos sete jogos sem perder e, mesmo assim, algumas pessoas, até de fora do clube, queriam me tirar. Eu merecia muito esse momento na Ponte Preta. Por tudo que aconteceu, merecia muito. As pessoas são maldosas, mas eu não quero falar nada porque ainda tem campeonato. Estou muito agradecido à Ponte Preta por confiar no meu trabalho.”
Projeção para o duelo contra o Brusque
Agora, com 10 pontos, a Ponte busca assegurar a liderança do grupo ao fim das seis rodadas do quadrangular final. A primeira colocação garante o direito de enfrentar o líder do outro grupo — formado por Londrina, Floresta, São Bernardo e Caxias — na grande final da Série C, disputada em jogos de ida e volta.
A próxima partida será contra o Brusque, no sábado (4), no Estádio Augusto Bauer. Marcelo Fernandes mantém cautela e foco: “Não vamos comemorar nada ainda. Temos treino e um jogo importante no sábado. Sabemos que será um duelo difícil, em campo sintético, e vamos trabalhar muito. Se Deus quiser, buscar o título também, garantir o primeiro lugar e disputar a final do campeonato.”











