Um dos casos mais chocantes de Campinas dos últimos anos teve mais um desdobramento. O coronel reformado Virgílio Parra Dias, que mantinha em seu apartamento no bairro do Botafogo um arsenal de guerra, foi denunciado pelo Ministério Público (MP) essa semana. O MP entende que o militar precisa responder à Justiça pela posse do armamento.
Em fevereiro do ano passado, o imóvel pegou fogo após explosões de munições que ele guardava. O coronel da reserva guardava 111 armas, munições, pólvora e duas granadas. A perícia constatou que um artefato explodiu dentro do cofre onde Dias mantinha parte de seu arsenal, dando início ao incêndio.
Por conta disso, o Comando Militar do Sudeste abriu processo administrativo para investigar as circunstâncias da explosão no primeiro andar do edifício Fênix. Não se sabe ainda se houve desfecho desse processo.
O Departamento de Controle Urbano da Secretaria de Urbanismo (Semurb) chegou a interditar na ocaisão o primeiro pavimento do prédio. O edifício tem 31 unidades e 74 moradores.
A explosão provocou pânico não só na vizinhança e nos moradores do edifício, mas em boa parte da cidade. O clarão do fogo podia ser visto de longe.
O prédio foi evacuado. Moradores, alguns feridos, foram resgatados por meio de cordas por resgatistas. O prédio foi vistoriado pela Defesa Civil para checar eventuais danos estruturais e também pela perícia da Polícia Civil e do Exército.
Alguns dias depois, os moradores puderam voltar ao edifício. A varredura feita pelos técnicos e militares liberou os imóveis.
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