O que parecia ser uma sessão ordinária sem embates na Câmara Municipal de Campinas, nesta quarta-feira (4), terminou em confusão, esvaziamento do plenário e suspensão dos trabalhos por falta de quórum. O motivo foi a retirada da pauta de uma moção apresentada pelo vereador Gustavo Petta (PCdoB), em apoio à luta dos profissionais da enfermagem pelo cumprimento imediato do piso salarial da categoria.
A moção também pedia apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 19/2024, que propõe a jornada de 30 horas semanais para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, além da garantia de reajuste anual do piso.
O impasse começou quando a Comissão de Constituição e Legalidade emitiu parecer contrário, com apenas um voto a favor. Inconformado, Gustavo Petta buscou explicações com os membros da comissão, mas, segundo afirma, não obteve resposta.
“É retaliação ou perseguição política ou o quê? Não me foi dado nem o direito de me manifestar para as comissões. Rejeitar a moção por posicionamento político opostos é normal. Mas se rejeitam a moção que apresentei, então é porque são contra o piso nacional da enfermagem”, protestou o vereador na tribuna.
O pronunciamento gerou tensão entre os parlamentares da base governista, mas ninguém da comissão usou a palavra para justificar-se. Parte dos demais vereadores deixou o plenário. Com apenas 11 vereadores presentes – número abaixo dos 17 exigidos para a continuidade dos trabalhos legislativos – o presidente da Câmara encerrou a sessão por falta de quórum.
Ao final do episódio, o vereador Luis Rossini (PSD), que também havia assinado a moção em apoio, tentou distensionar o ambiente e sugeriu a reapresentação do texto para nova análise. A expectativa é que a moção retorne à pauta na próxima semana.











