Ex-ponta-esquerda do Guarani e conhecido como “Canhão da Ilha” na sua passagem pelo Sport Recife em razão do chute potente, Darcy morreu neste sábado (7), em Campinas, aos 69 anos, vítima de câncer. Ele morava no Jardim Proença, com a família, e trabalhava na Bosch desde 1990. O velório está marcado para este domingo (8), a partir das 10h30, e o sepultamento acontecerá às 13h no Cemitério dos Amarais.
Darcy Requi Florêncio também passou por XV de Jaú, América de Rio Preto, Portuguesa entre outros times. Ele encerrou a carreira em meados dos anos de 1980 após sofrer com seguidas contusões no joelho. Casado desde 1975, Darcy deixa uma filha e um neto.
Natural de Cafelândia-SP, Darcy iniciou a carreira no Guarani e desde cedo mostrou que o chute forte era sua especialidade. “Setenta por cento dos meus gols foram em cobranças de falta”, costumava dizer.

Um dos momentos marcantes da trajetória foi quando, ainda jovem, enfrentou o Santos de Pelé no Brinco de Ouro no último jogo do Rei do Futebol em Campinas, em 1974. “O Tobias cobrou um tiro de meta e eu peguei a bola no meio-campo. Pelé veio pra cima e consegui tocar a bola entre suas pernas, recuperando-a mais à frente. O estádio estava lotado e a massa foi à loucura”, contava Darcy, enfatizando a resposta do Rei depois da jogada. “No lance seguinte, ele passou por mim e alertou: ‘não faça mais isso garoto’. Pelé marcou dois gols e a partida terminou 2 a 2.
Depois de deixar o Guarani em 1976, Darcy defendeu América, Sport de Recife e Portuguesa, onde sofreu a primeira da série de lesões que interrompeu sua carreira posteriormente. Com a camisa da Lusa, fraturou o tendão da rótula do joelho direito em uma cobrança de falta durante jogo contra o Corinthians, em 1978, e ficou um ano e meio afastado dos gramados. Ao voltar aos gramados, se transferiu para o XV de Jaú e nova contusão atrapalhou seus planos, dessa vez no menisco.

Em 1982, os problemas no joelho tiveram sequência no Internacional de Bebedouro. E depois de passar por três cirurgias malsucedidas, tentou voltar a jogar no Capivariano, onde ficou por três meses antes de pendurar as chuteiras, em 1985.
Sem espaço no futebol, Darcy teve e oportunidade de trabalhar na Bosch por meio do incentivo do então vizinho Adalberto Manoel, que era gerente na empresa. Ele ainda voltou a se envolver com futebol ao treinar garotos em um projeto social comandado pelo ex-craque Dicá, mas o sonho de se tornar treinador não foi realizado.







