Faleceu no último dia 2, aos 84 anos, em Campinas, o pesquisador aposentado Luiz D’Artagnan de Almeida, responsável pela avaliação e difusão do feijão Carioca, que revolucionou a mesa dos brasileiros. O comunicado da morte foi feito pelo Instituto Agronômico (IAC).
D’Artagnan, como era conhecido, ingressou em 1967 no IAC, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde trabalhou até a aposentadoria, em 2002. O pesquisador atuou na antiga Seção de Leguminosas.
“Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura, da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), enviou grãos listrados de feijão, que viriam a ser popularmente conhecidos como feijão Carioca. O material foi analisado pelos pesquisadores D’Artagnan, Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho. Eles foram os responsáveis pelas primeiras avaliações agronômicas e culinárias do material”, detalha o IAC.

Em 1969, a variedade Carioca foi oficialmente lançada, sob a responsabilidade direta do pesquisador D’Artagnan, sendo incluída no projeto de produção de sementes básicas da CATI.
Na década de 1970, foi iniciado o Programa de Melhoramento Genético do Feijão. A variedade carioca tornou-se a preferida pelos brasileiros, representando 66% do consumo nacional. Esse resultado do IAC revolucionou o mercado de feijão em qualidade e produtividade, destaca ainda a instituição.
“Por sua contribuição científica, o pesquisador ficou carinhosamente conhecido como o ‘pai do Carioquinha’ e recebeu diversas homenagens”, finaliza o IAC.











