O número de mortes por gripe em Campinas em 2025 já supera em 63% o total de óbitos registrado em todo o ano de 2024. A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou nesta terça-feira (26) mais três óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), provocada pelo vírus influenza, causador da gripe. O total chega a 49, ante 30 do ano passado. O número de casos também já é maior no comparativo: 356 contra 342.
Todas as três vítimas eram mulheres idosas, tinham histórico de doenças preexistentes (comorbidades) e não estavam vacinadas contra a doença. Do total de 49 mortes por gripe, 41 foram de pessoas que não receberam a vacina.
Já entre os oito residentes que receberam o imunizante, seis estavam adequadamente imunizados. Isso porque a vacina leva 15 dias para garantir a proteção ideal e duas pessoas apresentaram os sintomas da doença antes deste período. Além disso, 48 pessoas tinham doenças preexistentes e, portanto, eram do grupo de risco.
Pouco mais da metade dos idosos, um dos grupos prioritários da vacinação, recebeu o imunizante, que está disponível para toda a população a partir de 6 meses nos 69 centros de saúde da cidade. Para receber a dose basta levar documento com foto e a caderneta de vacinação, se tiver. Não é necessário agendamento.
Confira a cobertura por grupo prioritário (a meta da Saúde é imunizar 90% de cada um dos três grupos que fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação):
Idosos: 121.609 doses (55,98% da população de 217.232)
Crianças: 33.036 doses (46,11% da população de 71.633)
Gestantes: 3.931 doses (42,75% da população de 9.194)
Neste ano, a dose protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B. O imunizante pode ser administrado junto com outras vacinas do Calendário de Vacinação. No caso de crianças vacinadas pela primeira vez, é preciso tomar duas doses com intervalo de 30 dias.







