Com 127 vidas perdidas em vias urbanas e rodovias até novembro deste ano, Campinas registrou queda de 13% nas mortes no trânsito em relação ao mesmo período de 2024, quando foram computados 146 óbitos. Foram 66 vidas perdidas no eixo urbano, 60 nas rodovias e em um caso ainda não foi possível definir o local da ocorrência.
Os motociclistas ou garupas foram os que mais morreram no trânsito – 48% do total: 61 óbitos. Os pedestres aparecem na segunda posição, com 33% e 42 vítimas fatais. Os dados preliminares compõem o Boletim Mensal de Óbitos no Trânsito da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).
“Mais vulneráveis a quedas ou colisões com carros, os motociclistas são o principal alvo das ações preventivas que realizamos. A expansão da frota de motos contribui para essas tristes estatísticas”, destaca o presidente da Emdec, Vinicius Riverete. “Infelizmente, um dos colaboradores da nossa comunidade entrou para os números da violência no trânsito envolvendo motociclistas. Cada estatística como essa carrega o luto de comunidades e famílias inteiras”, lamentou.
Claudinei Barbosa da Silva, 46 anos, atuava como oficial de manutenção (eletricista) na Emdec e faleceu após ser atingido por um carro no último dia 19 de dezembro, na rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332). O motorista do veículo fugiu sem prestar socorro.
No ano passado, 156 pessoas perderam a vida no trânsito campineiro. O balanço de 127 óbitos em 11 meses, apesar de preliminar, sinaliza uma tendência de queda nas mortes em 2025.
Em vias urbanas, novembro registrou queda de 43% nas mortes
As 66 vidas perdidas no eixo urbano apontam para uma alta de 2% em relação ao mesmo período acumulado de 2024. Apesar disso, Campinas registrou 43% menos mortes em vias urbanas em novembro, em relação ao mês anterior. Foram sete óbitos em outubro e quatro no último mês.
Motociclistas e pedestres somaram, juntos, 86% das mortes do eixo urbano. Sete ocupantes de demais veículos perderam a vida em 2025 – 22% menos do que no mesmo período de 2024, quando foram nove mortes.
Confira o perfil das 66 vítimas do trânsito nas vias urbanas:
53% motociclistas ou garupas: 35 óbitos.
33% pedestres: 22 óbitos.
11% ocupantes de demais veículos: 7 óbitos.
3% ciclistas: 2 óbitos.
Álcool supera velocidade como fator de risco mais mortal
Entre os 43 casos fatais já analisados pelo Comitê Intersetorial Programa Vida no Trânsito em vias urbanas, a combinação de bebida e direção aparece como o fator de risco que mais matou em 2025, superando o excesso de velocidade. Foram 15 sinistros fatais ou 35% do total de casos analisados.
O fator de risco “excesso ou velocidade inadequada” causou 14 sinistros fatais em vias urbanas – 33% dos casos analisados até novembro deste ano. A análise pode identificar mais de um fator de risco presente em cada ocorrência.
Confira o ranking dos principais fatores de risco:
1º) Álcool associado à direção: 15 casos (35%).
2º) Velocidade excessiva ou inadequada: 14 casos (33%).
3º) Comportamento do pedestre: 9 casos (21%).
4º) Desrespeito à sinalização de trânsito: 5 casos (12%).
5º) Transitar em local proibido: 4 casos (9%).
Como estratégia para combater os efeitos do álcool no trânsito, a Emdec e a Guarda Municipal vêm realizando a “Operação pela Vida”, focada na identificação de alcoolemia nos condutores, por meio de teste com bafômetros.
Conduzir veículo automotor sob influência de álcool é uma infração de natureza gravíssima, multiplicada por 10, com multa no valor de R$ 2.934,70, recolhimento e suspensão da habilitação por 12 meses e retenção do veículo. A multa e penalidades também se aplicam em caso de recusa do teste.







