Com mais quatro mortes confirmadas nesta terça-feira (5) pela Secretaria de Saúde, Campinas chega a 43 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocada pelo vírus influenza, causador da gripe. O número corresponde a um aumento de 43% em comparação ao total de mortes do ano, quando a gripe fez 30 vítimas na cidade.
Os casos confirmados de influenza em Campinas quase atingem o total do ano passado. Já são 326 ocorrências em 2025, contra 342 de 2024. Dos 43 óbitos, 34 foram de pessoas que não receberam a vacina. Dentre os nove que faleceram, apesar de receberam o imunizante, apenas cinco estavam adequadamente imunizados (a vacina leva 15 dias para garantir a proteção ideal e quatro pessoas apresentaram os sintomas da doença antes deste período).
Todos os pacientes que morreram tinham histórico de doenças preexistentes (comorbidades) e dois não estavam vacinados contra a doença. Três deles eram idosos. As mortes ocorreram entre o final de junho e julho. Foram três homens, de 57, 80 e 94 anos, e uma mulher de 81 anos.
Importância da vacina
Os imunizantes estão disponíveis para toda a população a partir de 6 meses nos 69 centros de saúde da cidade. Para receber a dose basta levar documento com foto e a caderneta de vacinação, se tiver. Não é necessário agendamento. Informações e horários das salas de vacina nas unidades básicas estão disponíveis no site.
Neste ano, a dose protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B. O imunizante pode ser administrado junto com outras vacinas do Calendário de Vacinação. No caso de crianças vacinadas pela primeira vez, é preciso tomar duas doses com intervalo de 30 dias.
Cobertura
Em 17 semanas de estratégia de imunização, a secretaria aplicou 339.608 doses da vacina. Idosos, crianças de 6 meses a 5 anos e gestantes, que são público-alvo, receberam 155.412 doses, enquanto 184.196 foram direcionadas para demais grupos prioritários e a população em geral.
A cobertura entre os idosos chega a 55,42% (120.390 doses); entre as crianças, a 43,84% (31.411) e gestantes, a 39,27% (9.194). A meta é imunizar 90% de cada um dos três grupos prioritários que fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação.







