A Prefeitura de Campinas realizou na tarde desta sexta-feira (24) uma reunião com entidades e representantes do setor imobiliário para apresentar os avanços e os próximos passos do programa Nosso Centro.
Durante o encontro, que contou com a presença do prefeito de Campinas, Dário Saadi, foram detalhadas as ações planejadas para a segunda etapa do programa, que reúne diversas secretarias e autarquias municipais em uma atuação integrada.
O Nosso Centro busca preservar o patrimônio histórico, impulsionar o desenvolvimento econômico e urbano e tornar o Centro de Campinas um espaço mais moderno, sustentável e acolhedor.
Além das entidades, participaram também secretários e representantes das pastas e autarquias municipais envolvidas no projeto, que têm papel fundamental na execução das medidas de requalificação e nas transformações que já começam a redesenhar o coração da cidade.
A apresentação do conjunto de ações foi feita pela secretária de Urbanismo, Carolina Baracat. “Temos o programa Nosso Centro, que é uma iniciativa que vem sendo desenvolvida desde a época em que discutíamos, no Plano Diretor, a necessidade de renovar e revitalizar o coração da nossa cidade. Além da recuperação dessas regiões centrais — que são prioritárias para o desenvolvimento de Campinas — o programa tem como objetivo promover o desenvolvimento econômico aliado à preservação do patrimônio histórico e cultural”, explicou.
Entre os eixos destacados pela secretária estão: a requalificação do patrimônio, a governança participativa, a atração de investimentos, a requalificação dos espaços públicos, o desenvolvimento social, a resiliência climática, a cultura e o turismo, a inovação e tecnologia, a habitação no centro e a mobilidade urbana. “São esses eixos que norteiam todas as nossas políticas em andamento”, afirmou.
Entre as intervenções previstas estão as ruas compartilhadas na avenida Thomaz Alves, rua Bernardino de Campos e rua Costa Aguiar, que receberão calçadas ampliadas, novas áreas de convivência, jardins de chuva, iluminação moderna e fiação subterrânea em parceria com a CPFL.
Essas obras, conforme a Prefeitura, vão melhorar a mobilidade urbana, incentivar o uso de meios de transporte sustentáveis e fortalecer o comércio local, garantindo mais conforto e segurança para pedestres e ciclistas. A rua Delfino Cintra também será requalificada dentro da proposta de urbanismo tático, servindo como projeto-piloto para futuras intervenções permanentes na área central.
Desenvolvimento econômico e inovação
No eixo econômico, o destaque será a transformação do Pátio Ferroviário em um polo de inovação e tecnologia, por meio de um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) que permitirá a apresentação de projetos com aproveitamento do potencial construtivo da área. A proposta tem a intenção de atrair empresas e startups, gerando empregos e novas oportunidades de investimento no Centro de Campinas.
A Secretaria de Esporte e Lazer coordena ações voltadas à promoção de hábitos saudáveis e à reocupação dos espaços públicos. A reabilitação do Clube Cultura já foi iniciada, com a retomada de atividades como aulas de ginástica e lutas, transformando o espaço em um novo polo de convivência, esporte e lazer para a população.
O local ainda receberá um centro cultural municipal, com oficinas de arte, dança, audiovisual, exposições e espaços de convivência. Esse projeto será gerido pela Secretaria de Cultura e Turismo que lidera as ações de preservação do patrimônio histórico. Entre eles o destaque é o restauro do Solar do Barão de Itapura, a recuperação do Monumento Carlos Gomes e as obras no Museu da Imagem e do Som (MIS).
Também seguem sendo promovidos os passeios turísticos como os que estão em andamento como o Tour Campinas, Mês Carlos Gomes e Rotas Afro. Agora, serão lançados os microrroteiros Nosso Centro, incentivando moradores e visitantes a redescobrirem o Centro de Campinas. Serão cinco rotas contemplando os principais pontos da área central e histórica de Campinas.
A Secretaria de Serviços Públicos planeja a instalação de novo mobiliário urbano, como bancos, mesas, lixeiras e floreiras, além da requalificação de áreas públicas como o Largo do Rosário, a Praça Guilherme de Almeida e a Rua Marechal Deodoro. Os padrões do calçamento da Rua 13 de Maio, da calçada do Pátio dos Leões e das praças da Catedral e Ruy Barbosa.
A Setec (autarquia de Serviços Técnicos Gerais) será responsável pela padronização de equipamentos e comércio local, com destaque para a instalação de 200 jogos de mesas e cadeiras na Praça Bento Quirino, em parceria com bares e restaurantes. A região do hortifruti anexo ao Mercado Municipal receberá novas melhorias, incluindo a substituição do telhado e a padronização dos boxes. Eles serão requalificados com pintura e padronização.
O antigo Palácio da Justiça já começou a ser transformado no Palácio da Cidade, que será administrado pela Secretaria de Trabalho e Renda. O espaço concentrará mais de 60 serviços públicos municipais, com cerca de 300 servidores, e deve atender cerca de 30 mil pessoas por mês, fortalecendo o fluxo de pessoas e dinamizando o comércio da região central.
Na área social, a Prefeitura vai implantar um novo equipamento de Assistência Social na Rua Visconde de Rio Branco, ao lado do Terminal Central, em parceria com a Unicamp, ampliando o atendimento à população em situação de rua.
O Programa Recâmbio e SOS Rua também segue ativo, com 1.449 ações realizadas até setembro de 2025 e 192 pessoas beneficiadas com o retorno assistido a seus estados de origem — uma iniciativa que reforça o compromisso com a inclusão social e a dignidade humana.
Novos incentivos e investimentos
Para impulsionar ainda mais a economia local, o Procentro, vinculado ao Projeto de Lei Complementar nº 101/2025, prevê redução da alíquota do ISSQN para até 3,5% em setores estratégicos como engenharia, arquitetura, planos de saúde, perícias técnicas e serviços funerários.
A Secretaria de Urbanismo, em parceria com outras pastas municipais, também elabora uma nova Lei de Incentivos a Empreendimentos no Centro, com isenções de outorga onerosa, benefícios fiscais e desburocratização de processos.
Entre os benefícios em estudo estão:
Desobrigação de vagas, recuos e afastamentos;
Dispensa de tamanho mínimo da unidade residencial;
Aprovação prioritária pela Comissão Técnica de Análise;
Isenção ou descontos de outorga onerosa e tributos (ISS, IPTU e ITBI);
Incentivos específicos para habitação social (HIS e EHIS).







