O Colégio Técnico de Campinas (Cotuca) inaugurou nesta semana o novo prédio anexo, instalado ao lado do edifício histórico construído em 1918. Trata-se de uma construção de 2,5 mil m², que conta com quatro pavimentos para abrigar 16 salas de aula, além de um refeitório e duas quadras de esportes.
O Cotuca passou por momentos difíceis na última década, conforme lembrou o reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner. O prédio histórico foi interditado em 2014; houve uma mudança de endereço em seguida e o retorno, em 2022, depois de uma grande reforma, realizada por meio do Campinas Decor.
“O Cotuca é um colégio reconhecido pela excelência no ensino e pelo impacto que provoca na vida dos seus alunos, abrindo oportunidades de futuro para cada estudante”, disse Montagner.
“É uma demanda antiga e que hoje se torna realidade. Agora, precisamos iniciar o plano de ocupação deste espaço”, disse o diretor geral do Cotuca, Luiz Seabra Junior. “Antes de mais nada, porém, esse prédio deve ser encarado como um símbolo do poder transformador da educação”, acrescentou.
Preservação de patrimônio
A assessora da Diretoria Executiva de Planejamento Integrado (Depi) da Unicamp, Talita Mendes, revelou que a obra teve de ser submetida aos órgãos de preservação de patrimônio e foi executada sob supervisão da Fundação para Desenvolvimento da Educação (FDE) – o órgão estadual responsável por viabilizar a execução das políticas educacionais definidas pela Secretaria Estadual de Educação.

Projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, o prédio do Cotuca foi construído em 1918 e acabou tombado pelo Condepacc (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Etnográfico) e pelo Condephaat (Conselho Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural).
Segundo o coordenador de Gestão Territorial e Obras da Depi, Lucas Oriolo, a obra do novo prédio levou cerca de dois anos para ser concluída. “Salvo o barulho gerado para a vizinhança, não tivemos nenhum problema no transcorrer da obra”, garantiu.







