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Home Colunistas

O pioneirismo ambiental de Campinas: resposta à devastação – por José Pedro Martins

José Pedro Martins Por José Pedro Martins
30 de agosto de 2023
em Colunistas
Tempo de leitura: 4 mins
A A
Estudo do Comdema contesta a necessidade de extração de 108 árvores no Bosque

Vista aérea do Bosque dos Jequitibás: a proposta do Executivo e as sugestões da comunidade serão apresentadas e debatidas na audiência pública do dia 6 de novembro, a partir das 18h, no Salão Vermelho - Foto: Carlos Bassan/PMC

O primeiro nome da futura cidade foi Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso, fundada a 14 de julho de 1774. O Mato Grosso em razão da floresta que cobria toda a região – a Mata Atlântica, como sabemos hoje.

Depois de dois séculos e meio de ocupação (os 250 anos serão lembrados em 2024), atualmente Campinas tem menos de 5% de vegetação nativa ainda preservada. Isto significa que a destruição da Mata Atlântica foi muito maior no município, em termos históricos, do que no restante do bioma. Estima-se que restam menos de 10% da Mata Atlântica, que originalmente cobria cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados.

Proteger o que resta de Mata Atlântica e, de modo concomitante, reflorestar o máximo possível representa, diante dessa trajetória de devastação, um dos maiores desafios ambientais para Campinas nessa altura do século 21. Esta tem sido, de fato, a motivação para várias ações que de alguma tornam Campinas entre as pioneiras em mobilização ambiental.

Tem sido suficiente? Não, mas são gestos inspiradores, que iluminam a possibilidade de urgentes novas ações. Urgentes porque, diante das crises de ordem planetária em curso, uma metrópole como Campinas tem que agir. Pela resiliência frente às mudanças climáticas que vão se intensificar, pelo desafio ético de frear a rápida erosão da biodiversidade.

É preciso citar, então, exemplos como a realização em 1902, na cidade de Araras, do primeiro Dia da Árvore do Brasil, por iniciativa de Alberto Löfgren e João Pedro Cardoso, ligado ao Instituto Agronômico de Campinas e que seria depois inspetor do 2º Distrito Agronômico de Campinas.

Cardoso foi buscar sua motivação no “Arbor Day”, que era realizado desde 1872 nos Estados Unidos. O Dia da Árvore passaria a ser comemorado no Brasil todo dia 21 de setembro, na entrada da Primavera, como um símbolo do renascimento da natureza pós-Inverno.

Foram do mesmo João Pedro Cardoso as denúncias de destruição das matas nativas de São Paulo. As denúncias foram publicadas na primeira edição da Revista do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA), no mesmo ano de 1902. O CCLA havia sido criado no ano anterior, com grande participação de profissionais do Instituto Agronômico. O escritor Coelho Neto, um dos fundadores do CCLA, também apoiou o primeiro “Arbor Day” no Brasil, realizado no dia 7 de junho.

João Pedro Cardoso estava na primeira Comissão de Agricultura e Zootecnia do Centro de Ciências, Letras e Artes, ao lado de Gustavo D´utra, então diretor do Instituto Agronômico, e de Abelardo Pompeu do Amaral, Doutor em Ciências Físicas e Químicas pela Escola de Genebra, na Suíça.

Pois o Instituto Agronômico de Campinas manteria a luta em defesa das árvores e biomassa no decorrer do século 20. Pesquisadores do Instituto coordenaram por exemplo o primeiro levantamento aerofotogramétrico da cobertura florestal do território paulista.

Foram feitas 25 mil fotografias aéreas de cada ponto do território paulista, no início dos anos 1960.O levantamento concluiu que, naquele momento, o Estado de São Paulo tinha 3.405.800 hectares de floresta nativa, ou 13,7% do território paulista. Começava a intensificar na comunidade científica a atenção para a destruição do patrimônio natural de São Paulo, em particular da Mata Atlântica.

Prédio do Instituto Agronômico de Campinas. Foto: Divulgação

Na mesma linha, é preciso lembrar que Campinas teve vários “semeadores de florestas”, cidadãos que ,preocupados com a destruição da vegetação, passaram a se dedicar ao plantio maciço de árvores. Caso do agrônomo Hermógenes de Freitas Leitão Filho. Nascido em 1944, e formado em 1966 pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), de Piracicaba, o professor Hermógenes, como ficou conhecido, fez doutorado em Botânica e vinculou-se em 1974 ao corpo docente da Unicamp.

Na Universidade, chefiou o Departamento de Botânica e idealizou o Jardim Botânico e o Parque Ecológico, que depois levaria o seu nome. Em sua carreira, o professor Hermógenes formou várias gerações de botânicos, e produziu livros e artigos, no Brasil e no Exterior, sobre vários aspectos da flora nacional. Em uma de suas visitas a uma mata de Campinas, a 23 de fevereiro de 1996, o professor morreu de infarto fulminante de miocárdio.

Parceira de Hermógenes em muitos projetos, a agrônoma Dionete Santin, também formada na Esalq, deu continuidade a esse esforço e é uma das grandes “semeadoras de floresta” na atualidade em Campinas e região.

A sua tese de doutorado na Unicamp foi sobre as áreas remanescentes de Mata Atlântica no município.
Outro “semeador de florestas” foi Hermes Moreira de Souza. Durante muitos anos funcionário do IAC, Hermes Moreira de Souza ficou conhecido como aquela pessoa que “plantou uma mata”. Em uma área de 7 hectares, da Fazenda Santa Elisa, pertencente ao IAC, Hermes promoveu durante 30 anos o plantio de 3.500 espécies de árvores e 400 de palmeiras. São espécies nativas e exóticas, de toda parte do mundo.

Campinas ainda conta com o legado de Wolfgang Schmidt. Nascido em 1905, em Berlim, Wolfgang Schmidt comprou em 1942 a Fazenda Santa Mônica, no Distrito de Joaquim Egídio, em Campinas, para onde mudou com a mulher, Anésia. Desde então o casal desenvolveu na Fazenda um trabalho pioneiro de reflorestamento misto, resultando em um arboreto com 120 espécies de árvores, basicamente nativas. O trabalho de Schmidt foi reconhecido a nível internacional. Em 1992, recebeu o Prêmio Global 500, concedido pelo Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (Pnuma). Ele faleceu em 2006, aos 100 anos.

O amor às árvores é um sentimento profundo em Campinas.

Quando a avenida Aquidaban estava em construção, havia a ameaça de que ela, de acordo com o projeto original, representasse a derrubada de uma área do Bosque dos Jequitibás. Pois a população se mobilizou e o traçado foi modificado. A avenida faz uma curva para contornar o Bosque, uma das manchas de Mata Atlântica preservadas na malha urbana.

Na década de 1990, outro projeto viário, a pavimentação de uma estrada entre Campinas e Pedreira, no distrito de Sousas, também mobilizou moradores e ambientalistas. O movimento está na origem da criação da Jaguatibaia, uma das principais organizações ambientalistas da cidade e região.

As sementes foram lançadas. Um tributo à vida e um convite a novas ações transformadoras.

 

José Pedro Martins é jornalista, escritor e consultor de comunicação. Com premiações nacionais e internacionais, é um dos profissionais especializados em meio ambiente mais prestigiados do País. E-mail: josepmartins21@gmail.com

 

 

Tags: ativistasCampinascolunistasecologiaESGgestãogovernançaHistóriaHora CampinasHora SustentabilidadeIACjosé pedro martinsmeio ambienteMemóriapesquisadoresplanejamentorecursos naturaisRegião
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