Aquidabã e seus rachas, a Padaria Orly, o Convívio, o personagem Mané Fala Ó, os corredores do Pátio dos Leões e tantos outros símbolos da Campinas dos anos 80 servem como pano de fundo para o novo e-book do memorialista, cronista e campineiro Alexandre Campanhola, de 42 anos.
Lançado no início de setembro, “Quando Campinas era o Mundo” resgata a memória afetiva da cidade por meio da narrativa de um personagem fictício (Fábio, 56 anos) que revive aquela Campinas que ainda habita o imaginário coletivo.
Na narrativa, Fábio relembra sua época de estudante de Direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Campinas), no centro da cidade, e compartilha experiências que remetem ao cotidiano campineiro daquela década.
O livro revisita estabelecimentos comerciais, pontos de encontro, locais de lazer, cardápios típicos, modas da época e personagens populares, como Bozó e Mané Fala Ó, ícones de uma geração.
“Meu objetivo era trazer à tona a Campinas que vive na memória de muitos. A cidade que existia nos finais de semana, nos rachas da Aquidabã, no Setor (circuito de bares da época, perto do Centro de Convivência), na Padaria Orly. Tudo isso ainda desperta lembranças e emoção”, afirma Campanhola.
Para compor a obra, o autor utilizou como base os comentários feitos em suas publicações na página “Campinas, meu amor”, onde há anos compartilha registros históricos e culturais da cidade. Esses relatos de seguidores ajudaram a dar consistência às histórias narradas.

“Sempre os comentários trazem algo interessante, informativo, curioso, esclarecedor, e foi lendo e relendo os comentários das postagens que tive a base necessária para escrever com convicção cada capítulo do eBook. Então, combinei isso com uma narrativa pessoal de um personagem e acho que atingi meu objetivo de trazer à tona uma época que deixou saudade”.

O e-book também chama atenção pelo cuidado visual. Todas as páginas são ilustradas, com imagens recriadas ou aprimoradas por Inteligência Artificial para representar de forma fiel a Campinas dos anos 80. Ao todo são 17 capítulos divididos em 90 páginas.

Campanhola optou por não publicar o livro em formato impresso ou em grandes plataformas. O material é vendido exclusivamente por ele, via Pix, por R$ 2,90. O envio é feito por e-mail.
“O reconhecimento foi grande. Recebi ligações de escritores e jornalistas, e muitos leitores acabaram adquirindo outros livros meus depois desse lançamento”, conta. “Mais do que números, o que importa é o reconhecimento. Consegui contar a Campinas que ficou na memória e que continua viva em quem a viveu”, resume Campanhola.
Para saber mais, basta acessar @campinassim – @a.campanhola19










