A Polícia Federal de Campinas cumpriu mandados de busca e apreensão de uma operação contra fraudes de pensão por morte no INSS. As ações aconteceram em São Paulo, São José dos Campos e Cambuí (MG) na manhã desta quinta-feira (22).
O que aconteceu?
Quatro servidores concederam de forma irregular 81 benefícios previdenciários de pensão por morte.
Em suma, a quadrilha atuou de forma estruturada no INSS com a falsificação de documentos e a simulação de pessoas mortas para a criação fictícia de beneficiários.
A Justiça de Campinas determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados. Com isso, a Delegacia da Polícia Federal de Campinas receberá notebooks, celulares, suportes de mídia e documentos apreendidos para exame pericial e análise.
De acordo com a Polícia Federal, o prejuízo é em torno de R$ 3 milhões, mas pode ser maior.
Recentemente, no ano passado, a investigação chegou a ser suspensa por causa de um conflito de competência. Mas resolvida por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

As apurações começaram em 2015, quando três mulheres em uma agência do INSS em Itatiba foram presas. Na ocasião, elas tentaram sacar valores de benefícios de pensão por morte irregulares com o uso de documentos falsos e vários cartões bancários.
Os dados rastreados nos celulares delas apontaram a existência do esquema.
Os quatro investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, estelionato, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações e corrupção passiva. A previsão é que as penas, somadas, ultrapassarão 30 anos de prisão.
A operação foi batizada de Vilipêndio, em alusão às condutas criminosas praticadas pela organização criminosa que desrespeitam a memória de segurados mortos.











