A Polícia Civil concluiu a investigação da morte de Nilton Aparecido, presidente do Sindicato dos Rodoviários. Segundo a investigação, o crime custou R$ 5 mil e foi motivado por disputa de poder dentro do sindicato. Sete pessoas foram indiciadas e três tiveram a prisão preventiva solicitada à Justiça, dois mandantes e o atirador.
“O caso foi concluído pela 3ª Delegacia de Homicídios da Deic de Campinas com a identificação de sete suspeitos. A Polícia Civil representou pela prisão preventiva de três indivíduos, entre eles, os dois mandantes do crime e o suspeito que atirou e matou a vítima”, informou a Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Segundo as investigações, Niltão, como era conhecido o sindicalista, passou a sofrer ameaças desde que assumiu a presidência da entidade, em agosto de 2021.
A morte teria sido encomendada por disputa de poder dentro do sindicato. Um dos mandantes seria da mesma chapa de Niltão, que teria se aliado a um oposicionista. Eles teriam contratado um homem para executar o crime, que teria custado R$ 5 mil.
A Polícia Civil aponta o envolvimento de sete pessoas no crime e pediu à Justiça a prisão preventiva de três deles, sendo os dois mandantes e o atirador. A Polícia aguarda a manifestação do Ministério Público (MP) e a decisão da Justiça.
Os demais não tiveram a prisão solicitada porque colaboraram com a investigação. Os nomes dos sete indiciados não foram revelados.
O crime
Nilton Aparecido de Maria, presidente do Sindicato dos Rodoviários de Campinas, foi executado na manhã de 26 de janeiro, com um tiro na nuca, quando saía de casa com a esposa. Segundo informações preliminares extraoficiais, ele já teria recebido ameaças desde que foi eleito presidente do sindicato, em agosto de 2021. O crime aconteceu por volta das 7h, em frente à casa da vítima, no Núcleo Residencial Gênesis.
No momento em que ele saía com a esposa, um homem saiu de um carro vermelho e anunciou um assalto. Ele ordenou que a mulher deixasse o carro e voltasse para dentro da residência. Na sequência, Niltão, como era conhecido o presidente do Sindicato, foi executado com um tiro na nuca. Nenhum pertence teria sido levado.











