A Ponte Preta segue sua preparação para o último compromisso da temporada, neste sábado (25), na partida de volta da final da Série C, diante do Londrina, no Estádio Moisés Lucarelli. A principal dúvida é o atacante Jeh, que se recupera de uma lesão muscular na coxa esquerda, semelhante à que o tirou dos gramados em 2024.
Após o empate sem gols na partida de ida, em Londrina, o técnico Marcelo Fernandes explicou que gostaria de contar com o camisa 9 ao menos no banco de reservas, mas ressaltou que não pretende arriscar o atleta:
“Estamos trabalhando muito para tentar levar ele para esse último jogo. Ainda não temos nenhuma definição, mas ele está fazendo um trabalho sério de recuperação. O departamento médico e a fisioterapia estão se dedicando ao máximo para tentar colocá-lo, pelo menos, no banco. É uma contusão séria, não podemos colocar o jogador em risco. O Jeh é muito importante, mas jamais colocaria ele pra jogar no sacrifício, até porque já passou por isso na outra perna. Se pudermos contar com ele, será muito bem-vindo.”
Apesar dos esforços e da presença do atacante no treino desta quarta-feira (22), Jeh ainda não iniciou atividades mais intensas com bola.
Por isso, a tendência é que Fernandes mantenha a base titular que atuou no primeiro jogo, com Diego Tavares aberto pela direita, enquanto Bruno Lopes e Jonas Toró se revezam entre a referência do ataque e o lado esquerdo. Ainda assim, a presença de Jeh segue como dúvida até a véspera da decisão.
Enquanto o artilheiro busca recuperação, Diego Tavares tem aproveitado as oportunidades. Com a ausência de Jeh, o atacante foi titular nas últimas três partidas e marcou um gol na derrota diante do Brusque. Em entrevista concedida nesta quarta-feira, ele lamentou a lesão do companheiro, mas celebrou a sequência:
“Quando um companheiro sai por lesão é complicado, a gente fica triste. Não é assim que queremos entrar no time, mas fico feliz pela oportunidade. Desde que cheguei, venho trabalhando quieto, buscando meu espaço, e Deus me abençoou nesse momento tão importante pro clube. É continuar com os pés no chão, trabalhando firme, que tudo vai dar certo.”
Tavares tem se destacado também na recomposição defensiva pela direita, auxiliando o lateral Pacheco. Ele ressaltou a importância da cobrança feita por Marcelo Fernandes para a função: “O professor cobra muita intensidade nos treinos e na recomposição. Minhas características sempre foram essas, desde o começo da carreira. Já joguei como lateral-direito no início e tenho esse costume de ajudar na marcação. O importante é estar preparado para fazer o melhor dentro de campo.”
Apesar da indefinição sobre Jeh, a Ponte poderá contar com o restante dos titulares que atuaram em Londrina. Havia preocupação com Elvis, Luiz Felipe, Rodrigo Souza e Diogo Silva, todos pendurados, mas nenhum recebeu o terceiro cartão amarelo.
Se não houver imprevistos, a Ponte deve iniciar a decisão com Diogo Silva; Pacheco, Wanderson, Saimon e Artur; Rodrigo Souza, Luiz Felipe e Elvis; Diego Tavares, Jonas Toró e Bruno Lopes.
A bola rola às 17h de sábado (25), no Moisés Lucarelli. Uma vitória simples garante à Macaca o primeiro título nacional de sua história.







