A crise financeira da Ponte Preta ganhou novos capítulos nas últimas semanas. O clube foi acionado judicialmente pelo goleiro Matheus Kayser e pelo preparador físico Leonardo Cupertino, ambos por falta de pagamento ao longo de 2025. Com isso, a Macaca chega a dez ações judiciais protocoladas apenas no segundo semestre.
Kayser e Cupertino já não fazem mais parte do clube. O goleiro, terceiro reserva ao longo da temporada, retornou ao Brasiliense no fim de novembro, após o encerramento do empréstimo. Já Léo Cupertino deixou a Ponte e foi contratado pelo Paysandu; atualmente, a preparação física alvinegra está sob o comando de Marco Alejandro, integrante da comissão técnica de Marcelo Fernandes.
Na Justiça do Trabalho da 15ª Região, Matheus Kayser cobra R$ 439.338, valor que engloba salários atrasados, direitos de imagem, FGTS, verbas rescisórias, multas e indenização por danos morais. Léo Cupertino, por sua vez, pede R$ 587.036,65, referentes a salários atrasados, verbas rescisórias, premiações, danos morais e outros valores.
O ano 2025 tem sido marcado por uma grave crise financeira na Ponte Preta. Mesmo sem receber salários em dia, o elenco conquistou o acesso à Série B e o inédito título da Série C. Além de Kayser e Cupertino, também acionaram o clube nesse período os jogadores Maguinho, Jean Dias, Wanderson, Everton Brito, Lucas Cândido, Jhonny Lucas, Gustavo Vintecinco e Ricardo Oliveira.
Todos esses atletas já deixaram a Ponte. Jean Dias, Wanderson e Everton Brito obtiveram a rescisão por meio da Justiça. Maguinho chegou a rescindir contrato após um acordo com a diretoria, que previa a retirada da ação judicial, mas o clube não cumpriu o combinado e o lateral deu prosseguimento ao processo. Os demais atletas acionaram a Macaca apenas após o encerramento de seus vínculos. Somadas, as ações judiciais ultrapassam R$7 milhões.
A tendência é de que novos processos sejam protocolados. O elenco está em greve desde o dia 20, quando os atletas informaram que alguns atrasos já chegavam a sete meses. No último dia 24, a diretoria depositou o pagamento referente a um mês de salários atrasados para a maioria dos jogadores. O atrasos atingem também Integrantes da comissão técnica, funcionários do departamento de futebol e demais funcionários do clube.
Nova saída
Além dos problemas judiciais, a Ponte Preta enfrenta dificuldades para reunir um elenco capaz de entrar em campo na estreia do Campeonato Paulista, no dia 11, contra o Corinthians. O volante Luiz Felipe, titular na campanha do título da Série C, deixou o clube na última semana após conseguir a rescisão contratual em razão dos valores em atraso. Ele deve ser anunciado pelo Náutico, mesmo destino de Wanderson e Jonas Toró, outros titulares perdidos pela Macaca.
Além de Luiz Felipe, o volante Léo Oliveira e o lateral Kevyn também deixaram o clube. Reforços que sequer estrearam, como o zagueiro Wallace e o lateral Gabriel Inocêncio, passaram pelo Moisés Lucarelli, mas já se desligaram em meio à crise.
Com a pré-temporada inicialmente prevista para 1º de dezembro, depois adiada para o dia 8 e atualmente paralisada pela greve, a Ponte Preta teme as condições do elenco para o início de 2026. A comissão técnica alvinegra trabalha com a expectativa de retomar as atividades no dia 2 de janeiro e aguarda a reapresentação dos jogadores.











