A Ponte Preta encerrou um jejum histórico de 125 anos sem títulos nacionais e se sagrou campeã da Série C do Campeonato Brasileiro de 2025. Diante de mais de 14 mil torcedores no Estádio Moisés Lucarelli, a Macaca derrotou o Londrina por 2 a 0 em uma final repleta de emoção, gols decisivos e a invasão de campo após o apito final.
A noite mágica entra para a história da torcida alvinegra, que cantou, do fundo do peito, “Ponte, Macaca querida…” e viu seu amor da vida conquistar, pela primeira vez, um troféu de uma competição nacional.
Os gols do título foram marcados no segundo tempo por Toró — artilheiro da competição — e pelo capitão Elvis, que converteu pênalti com categoria.
A conquista coroa uma temporada de superação, marcada por atrasos salariais, saídas de peças importantes e dificuldades financeiras, e consagra o elenco pontepretano, que entra para a história do clube.

Sob o comando de Marcelo Fernandes, com oito vitórias em 11 jogos, a Ponte garantiu o acesso a Série B e selou uma campanha inesquecível. A conquista se soma aos títulos da Série A2 de 1969 e 2023 como os principais títulos do clube.
A Ponte Preta também assegura vaga direta na terceira fase da Copa do Brasil, entrando em uma etapa mais avançada da competição, com as maiores premiações do futebol brasileiro, além do acesso à Série B, já confirmado ainda no quadrangular.
Primeiro tempo
Empurrada pela torcida, a Macaca começou melhor, pressionando nos minutos iniciais e criando oportunidades em bolas paradas. Bruno Lopes e Diego Tavares desperdiçaram boas chances após escanteios de Elvis, enquanto o Londrina respondeu aos sete minutos, com Cristiano finalizando com perigo de fora da área — a bola passou rente à trave esquerda de Diogo Silva.
A partida perdeu ritmo após os 15 minutos, quando Bruno Lopes sentiu e deu lugar a Serginho.
O jogo ficou mais truncado, com muitas faltas, e o Londrina passou a levar perigo nas bolas aéreas. Aos 26, o zagueiro Manzoli, livre na área, cabeceou por cima na melhor chance dos visitantes. Pouco depois, Lucas Marques, também pelo alto, parou em Diogo Silva. A Ponte respondeu com Luiz Felipe, que levou perigo em duas cabeçadas consecutivas, mas o placar seguiu zerado.
Em uma atitude rara – mas simbólica – no futebol, a Ponte Preta decidiu não descer para o vestiário no intervalo: os jogadores permaneceram em campo, reunidos no centro do gramado, para ouvir Marcelo Fernandes e sentir o apoio da torcida antes do reinício da partida.

Segundo tempo
O segundo tempo começou em ritmo intenso. Logo aos dois minutos, o Londrina quase abriu o placar em bola parada, quando Quirino obrigou Diogo Silva a fazer uma defesa espetacular após cobrança de falta.
No lance seguinte, veio a resposta letal da Macaca: Serginho avançou pela esquerda e tocou para Toró, que finalizou da entrada da área. O goleiro Luiz Daniel falhou, e a bola morreu no fundo das redes — oitavo gol de Toró na competição, igualando Iago Teles, do Londrina, na artilharia.
Mesmo com a vantagem, a Ponte manteve a pressão, enquanto o Londrina sentiu o golpe. Aos 23 minutos, Toró voltou a aparecer em grande jogada individual e acabou derrubado na área.
Após revisão do VAR, o árbitro marcou o pênalti. Elvis cobrou no alto, com categoria, e fez 2 a 0, sacramentando o título.
Logo após o gol, uma confusão generalizada paralisou o jogo por quase dez minutos, com expulsões do técnico Roger Silva, do Londrina, e do reserva Wanderley. Após a retomada, a Macaca controlou o ritmo até o apito final.
Ponte Preta
Diogo Silva; Pacheco, Wanderson, Saimon e Artur; Rodrigo Souza (Lucas Candido), Luiz Felipe (Léo Oliveira) e Elvis (Jeh); Jonas Toró, Diego Tavares (Miguel) e Bruno Lopes (Serginho). Técnico: Marcelo Fernandes.
Londrina
Luiz Daniel; João Vitor, Wallace, Manzoli e Maurício; Zé Breno (Eliel), Lucas Marques e Cristiano (Henrique Rafael); Vitinho (Robson Duarte), Quirino e Iago Teles. Técnico: Roger Silva
Gols: Toró, aos 3’ do segundo tempo, Elvis, aos 27’ do segundo tempo
Público: 14.623 torcedores
Renda: R$ 313.420,00
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)
Cartões amarelos: Luiz Felipe, Vitinho, Diego Tavares, Cristiano, Rodrigo Souza, Lucas Cândido
Cartões vermelhos: Roger Silva, Wanderley e Kevyn







