A Ponte Preta quitou os valores referentes aos salários atrasados de dezembro do elenco profissional. A regularização ocorreu nesta semana e corresponde apenas a uma parcela do total devido, já que os valores variam conforme a situação de cada atleta e funcionário.
Na terça-feira (10), o clube informou ter iniciado o pagamento de pendências com funcionários e prestadores de serviço. A medida é considerada fundamental para tentar conter a crise financeira que se arrasta desde meados de 2025. O pagamento dos salários referentes a janeiro ainda está dentro do prazo da diretoria, que espera regularizá-los até o fim do mês.
O acerto ocorre no momento em que o clube volta a ser acionado judicialmente, entre as dezenas de processos acumulados nos últimos meses.
A cobrança mais recente partiu do Sindicato dos Empregados de Clubes Esportivos e em Federações, Confederações e Academias Esportivas do Estado de São Paulo (Sindesporte), que representa os colaboradores que atuam no Moisés Lucarelli, no CT do Jardim Eulina e nas Paineiras.
A entidade ingressou com ação na Justiça do Trabalho no início de fevereiro, cobrando R$ 864.915,78 por irregularidades como atraso de salários, falta de pagamento do 13º salário de 2025, FGTS e férias.
Histórico dos atrasos
Em dezembro, os jogadores decretaram greve por causa dos atrasos salariais, que em alguns casos chegavam a sete meses. A paralisação interrompeu a preparação para a temporada 2026 e só foi encerrada 12 dias depois, já em janeiro. O atraso teve reflexo direto no desempenho em campo: o elenco voltou em condição física prejudicada, perdeu remanescentes de 2025 e, sem conseguir registrar reforços, acumulou seis derrotas em sete partidas.
Em seu primeiro contato com a imprensa como presidente, o ex-juiz Luiz Torrano afirmou, em entrevista à Rádio CBN Campinas, que cerca de R$ 1,5 milhão já foi destinado ao pagamento de salários desde sua posse e reconheceu que a situação ainda varia entre os funcionários.
“O dia a dia do clube está normal, mas com muitos salários atrasados. Alguns funcionários mais humildes com menos atraso, outros com mais. São transtornos da falta de dinheiro. A primeira mini meta foi essa: detectar o que estava pendurado no pescoço e resolver, para não fechar o clube. Acredito que cumprimos, embora não tenhamos tido sucesso em outros campos”, disse.
Dentro de campo, a equipe tenta conquistar sua primeira vitória na temporada e evitar um campeonato ainda mais vexatório.
A Macaca, já rebaixada e ocupando a lanterna da competição, enfrenta o São Paulo, oitavo colocado, neste domingo (15), às 20h30, no Estádio Moisés Lucarelli.











