Desde a chegada de Marcelo Fernandes, em agosto, a Ponte Preta enfrentou diversas perdas em seu elenco. Sob o comando do técnico, os titulares Emerson Santos e Dudu deixaram o clube. Antes deles, Jean Dias e Maguinho também haviam rescindido, motivados pelos atrasos salariais que já incomodavam à época e que ainda perduram.
Além dessas saídas, a Macaca já lidava com a ausência de Danilo Barcelos, peça-chave do elenco, lesionado ainda no início da Série C, e agora enfrenta também o desfalque de Everton Brito, que precisou passar por cirurgia no joelho e está fora da temporada. Soma-se a isso a impossibilidade de contratar novos jogadores na última janela de transferências devido ao transfer ban, em vigor desde 18 de julho.
O único reforço regularizado foi o lateral-esquerdo Kevyn, ex-Paysandu, um dia antes da limitação entrar em vigor.
Mesmo com mais de 100 dias de salários atrasados, Marcelo Fernandes conseguiu “driblar” as dificuldades e manter o bom desempenho da equipe. A sequência de seis vitórias consecutivas da Ponte Preta se apoiou no crescimento de produção de jogadores que já faziam parte do elenco. Luiz Felipe, Léo Oliveira, Pacheco, Bruno Lopes e Jonas Toró se destacaram, passando de reservas ou titulares ocasionais a peças fundamentais do time.
Luiz Felipe e Léo Oliveira, por exemplo, já somam, cada um, quatro assistências nesta temporada, empatados com Elvis como maiores “garçons” do time, além de terem contribuído com atuações sólidas nas últimas vitórias.
O lateral Pacheco, autor da assistência para o gol de Toró contra o Náutico, também se tornou fundamental. Ele assumiu a posição após a saída de Maguinho, titular absoluto na ala direita sob o comando de Alberto Valentim. Desde então, foram sete jogos consecutivos no time principal, contribuindo para que a defesa da Ponte se tornasse uma das mais sólidas do quadrangular, ainda sem sofrer gols.
O atacante Bruno Lopes consolidou-se como peça importante no esquema de Marcelo Fernandes. Começou a conquistar a titularidade ainda sob Valentim, com gols contra Floresta e Botafogo-PB, mas se firmou com a chegada do novo treinador, sendo titular em todas as partidas desde então, inclusive dando o passe para o gol de Toró diante do Guarani, no Dérbi 211, na abertura do quadrangular.
Referência ofensiva e artilharia
A principal história fica com Jonas Toró. O camisa 17 foi a referência ofensiva da sequência de vitórias. Dos seis triunfos sob comando de Marcelo Fernandes, o atacante marcou em cinco: Itabaiana (1 a 0), CSA (2 a 1), Londrina (1 a 0), Guarani (1 a 0) e Náutico (1 a 0). Com sete gols na competição, Toró entrou de vez na briga pela artilharia da Série C, ficando a apenas um gol de Iago Teles, do Londrina, que tem oito.
Após a vitória sobre o Náutico, Marcelo Fernandes valorizou o desempenho do elenco, mesmo diante das limitações:
“A Ponte Preta perdeu cinco jogadores, incluindo Everton Brito, que precisou passar por cirurgia. Ficamos com o mesmo elenco, sem contratar ninguém. Também estamos promovendo jogadores da base, como Gustavo Telles, que entrou novamente, e estou muito feliz com tudo isso. Aqui não tem recorde pessoal de ninguém; quem ganha é a Ponte Preta.”
A ascensão dos jogadores remanescentes, somada às boas atuações de peças regulares e titulares durante toda a Série C, como Wanderson, Elvis, Jeh, Diogo Silva e Artur, consolidou uma equipe sólida em campo, que lidera seu grupo e está muito próxima de conquistar o acesso.
Com nove pontos, a Ponte volta a campo contra o Náutico, no próximo sábado (27), no Estádio Moisés Lucarelli. Uma vitória simples pode garantir à Macaca o acesso antecipado à Série B.







