O transfer ban volta a atormentar a Ponte Preta. Depois de ficar impedida de inscrever reforços em três momentos diferentes no ano passado, em função de dívidas trabalhistas com ex-jogadores e técnicos, a Macaca está novamente proibida de contratar novos atletas, desta vez em função de descumprimento de um plano para quitar todas as suas pendências financeiras.
No último mês de setembro, a Ponte Preta firmou um acordo com a CNRD (Câmara Nacional de Resoluções de Disputas) da CBF para regularizar em até 10 anos todos os débitos existentes com jogadores, técnicos, empresários e clubes com jogadores, técnicos contraídos desde 2018, em gestões passadas. O valor total gira em torno de R$ 18 milhões. São aproximadamente 90 credores.
A primeira parcela, que deveria ter sido paga no último dia 20 de setembro, mas não foi acertada, correspondia excepcionalmente a R$ 450 mil, o triplo da quantia de R$ 150 mil que deverá ser desembolsada mensalmente, devido ao acúmulo de juros durante o período de aprovação do acordo, em abril, até a sua homologação, em setembro.
Por esse motivo, a Ponte Preta solicitou extensão do prazo para obter recursos, mas teve o pedido negado e acabou sofrendo o transfer ban, como punição prevista em caso de atraso do pagamento de qualquer uma das parcela na data estipulada.
Como a janela de transferências do futebol brasileiro está fechada desde o último dia 20 de setembro, o transfer ban não tem efeito prático neste momento, mas a diretoria do clube alvinegro precisa resolver o impasse até janeiro para poder regularizar novos atletas visando à disputa do Campeonato Paulista de 2025.
A expectativa é que o problema seja solucionado nas próximas semanas.







