A vitória da Ponte Preta sobre o Maringá, no último sábado (28), fora de casa, trouxe alívio para a equipe após dois jogos sem vencer na Série C. Com o resultado, a Macaca se manteve entre os primeiros colocados da competição, mas o jogo também chamou atenção por uma ausência incomum: Élvis, principal articulador do time nos últimos anos, ficou os 90 minutos no banco. Foi a primeira vitória da equipe sem o camisa 10 entrar em campo na Série C.
Logo após a partida, o técnico Alberto Valentim deixou clara a estratégia adotada para o duelo no Estádio Willie Davids. “Era um jogo muito difícil fora de casa pela forma que esse adversário joga, que é muito diferente das demais equipes. É uma intensidade enorme”, explicou o treinador.
Vale destacar que Valentim não foi questionado e não respondeu a nenhuma pergunta sobre a ausência do jogador.
De todo modo, é justamente esse cenário que ajuda a entender por que Élvis, de 34 anos, sequer entrou em campo. Foi apenas a segunda vez na Série C que o meia começou uma partida no banco e a primeira em que não foi utilizado.
A última ocasião em que Elvis havia permanecido os 90 minutos como reserva foi ainda no Paulistão deste ano, contra o Novorizontino — também fora de casa, em um duelo exigente fisicamente.
Características distintas
Embora seja reconhecido pela qualidade técnica, Elvis não é conhecido pela intensidade sem a bola, algo crucial para o tipo de jogo que Valentim planejou diante de um Maringá impositivo, que pressiona e joga com imposição física.
“Sabíamos que íamos sofrer”, disse o técnico, ao justificar a necessidade de um time combativo e preparado para duelos físicos constantes — características que não são o ponto forte do camisa 10. Essa é uma das hipóteses que pode explicar a ausência do jogador no time titular.
A decisão de mantê-lo no banco não diminui a importância do meia no elenco. Desde que chegou à Ponte, em 2022, vindo do Goiás, Élvis se firmou como um dos nomes mais importantes do time: soma 112 partidas, 15 gols e 21 assistências. Em 2024, ele atuou em 14 jogos, com dois gols e três assistências. Mas o ano também tem sido marcado por lesões: ele ficou de fora da reta final do Paulistão e da Copa do Brasil após uma lesão muscular na coxa direita.
Expectativa para o próximo jogo
Apesar de ter sido preterido em Maringá, Élvis tem grandes chances de voltar ao time titular na próxima rodada. A Ponte enfrenta o Tombense, na segunda-feira (7), no Moisés Lucarelli, onde tem encontrado dificuldades: não vence há três jogos como mandante — foram duas derrotas (Brusque e Ypiranga) e um empate (ABC).
Com a tendência de ter mais a bola e propor o jogo diante da torcida, a presença de Élvis pode ser o diferencial necessário para quebrar a sequência negativa em casa. A vitória pode recolocar a Ponte na liderança da Série C, caso o Caxias não vença o CSA.







