A distribuição por grupos etários mostra uma tendência de envelhecimento da população do estado de São Paulo. A parcela das pessoas de 60 anos ou mais foi de 13,6% (6 milhões) em 2015 para 17,7% (8,1 milhões) em 2024. Um aumento de 2,1 milhões habitantes nessa faixa etária nos últimos dez anos. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) 2024: Características gerais dos domicílios e dos moradores”, realizada pelo IBGE.
Entre os idosos, observou-se a prevalência das mulheres. No estado, a razão de sexo calculada para a população de 60 anos ou mais foi de 78 homens para cada 100 mulheres.
Já a população no estado com menos de 35 anos de idade representava 53% (23 milhões) do total em 2015, diminuindo para uma parcela de 46,4% (21,3 milhões) em 2024.
Em termos gerais, em 2024, o estado de São Paulo tinha 45,9 milhões de habitantes, mantendo-se como o mais populoso do Brasil. Destes, 22,5 milhões são homens (49%) e, 23,4 milhões, mulheres (51%).

População que se declara branca no estado de SP é a menor desde 2012
Em 2012, 64,2% (27,7 milhões) da população do estado se declaravam brancos. Já em 2024, 55,5% (25,5 milhões) se declaram brancos, redução de 8,7 p.p. Tanto em termos percentuais quanto absolutos, é o menor quantitativo de pessoas que se declaram brancas no estado desde 2012.
No mesmo período, o percentual de habitantes que se declaram pretos foi de 5,6% (2,4 milhões) para 8,9% (4 milhões) e o de pardos de 28,8% (12,4 milhões) para 33,8% (15,5 milhões).

Proporção de domicílios próprios quitados diminui e de alugados aumenta no estado de SP
De 2016 para 2024, observou-se redução do percentual de domicílios próprios já pagos no estado, que foram de 58,2%, em 2016, para 55%, em 2024. Os imóveis próprios que ainda estão sendo pagos também sofreram queda nesse período, de 9,9% para 9,2%. Já o percentual de domicílios alugados aumentou de 23,3%, em 2016, para 26,7% em 2024.
Cresce número de domicílios unipessoais em SP na última década, mas arranjo nuclear ainda é maioria
De 2015 a 2024, o número de domicílios unipessoais, ou seja, compostos apenas por um morador, no estado de São Paulo, aumentou em 5,5 pontos percentuais enquanto os arranjos nucleares diminuíram em 3 pontos percentuais.
Em 2015, 13,3% (1,9 milhão) dos domicílios no estado de SP eram habitados por uma única pessoa, enquanto em 2024, essa foi a realidade de 18,4% dos domicílios (3,1 milhões). Já os domicílios com arranjo nuclear passaram de 70,7% para 67,7% no mesmo período.
O arranjo nuclear consiste em um único núcleo formado pelo casal, com ou sem filhos (inclusive adotivos e de criação) ou enteados. São também nucleares as unidades domésticas compostas por mãe com filhos ou pai com filhos, as chamadas monoparentais.
A unidade estendida – constituída pela pessoa responsável com pelo menos um parente, formando uma família que não se enquadra em um dos tipos descritos como nuclear – por sua vez, correspondia a 12,7% em 2024, com redução de 2,1 p.p. em relação a 2015.
Entre as pessoas que moravam sozinhas no estado de São Paulo, observou-se que 11,6% tinham de 15 a 29 anos; 45,9% situavam-se na faixa de 30 a 59 anos; e 42,9% eram pessoas de 60 anos ou mais de idade. As mulheres eram 47,4% das pessoas que moravam sozinhas em 2024, enquanto os homens eram 52,6%.
Há marcantes diferenças entre homens e mulheres que moravam sozinhos quanto ao perfil etário: 57,1% dos homens em arranjos unipessoais tinham de 30 a 59 anos, seguidos por aqueles de 60 anos ou mais (27,8%); já, entre as mulheres, a maioria situava-se na faixa de 60 anos ou mais de idade (58,9%).
Em média, o estado de São Paulo registrou 2,7 moradores por domicílio em 2024, sem alteração significativa em relação a 2023.







