O prefeito Dário Saadi (Republicanos) sancionou nesta quarta-feira (5) o projeto de lei que dá aumento de até 40% nos salários de funcionários da Câmara de Vereadores. De autoria da Mesa Diretora da Câmara, o projeto foi aprovado no dia 29 de novembro e prevê reajustes que variam de 11,22% a 40%. Haverá reajuste também no valor do vale-alimentação dois funcionários efetivos, que vai subir de de R$ R$ 1.428 para R$ 1.778. Os aumentos entram em vigor a partir deste mês de janeiro de 2022.
A Câmara propôs e o prefeito sancionou dois projetos de reajuste de salários dos funcionários do Legislativo. Um deles dá aumento de 11,22% nos vencimentos dos 169 servidores efetivos. Entre esses 169 concursados, 23 ganham o equivalente ao teto constitucional de R$ 23.894,65 – que é o subsídio do prefeito. Dois deles – no cargo de procuradores – ganham acima disso e chegam a um salário de perto de R$ 35 mil.
O outro projeto é destinado aos funcionários comissionados – aqueles contratados sem concurso público. Prevê reajuste de 28,9% para uma faixa e de 40% para outra. Assim, o salário base pago hoje ao assessor de gabinete – vai sair dos atuais R$ 3.603,58, para R$ 5.045,01. Já o cargo de assessor político vai de R$ 6.242,26 para R$ 8.052,52.
A Câmara de Campinas conta com 173 funcionários comissionados. Cada gabinete gasta R$ 30 mil por mês com os subsídios desses funcionários. No ano passado, só com salários nos gabinetes, os vereadores gastaram perto de R$ 12 milhões.
O presidente da Câmara, vereador José Carlos Silva (PSB) diz que promoveu os reajustes por dois motivos: reposição da inflação e recomposição salarial , já que segundo ele, os vencimentos dos servidores estariam desfasados em relação a outras câmaras municipais do País. O orçamento da Câmara de Campinas é de R$ 148 milhões.











