A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, disse, nas redes sociais, que a cidade teve 584 milímetros de chuvas acumuladas, o que faz do mês de fevereiro o mais chuvoso da história do município mineiro, com volume superior ao dobro do esperado para o mês.
A prefeitura decretou estado de calamidade pública.
A Defesa Civil do município estima ainda que 440 pessoas estejam desabrigadas.
O balanço das autoridades é de 16 mortes em Juiz de Fora e quatro vítimas fatais em Ubá, ambas na Zona da Mata mineira.
“Isso nos trouxe toda a sorte de transtornos, desde coisas muito graves [como] situações de soterramento. Nesse momento, temos registrado 20 soterramentos, especialmente na região sudeste”, afirmou a prefeita. “Estamos com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, com todos os nossos recursos, buscando salvar vidas. Bairros estão ilhados. O Rio Paraibuna saiu da calha, o que também é uma coisa histórica”, completou Margarida.
De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, com o transbordamento do Rio Paraibuna, a corporação foi acionada para atender ocorrências de inundações, soterramentos e risco estrutural em encostas e áreas próximas ao rio.
Em poucas horas foram mais de 40 chamadas emergenciais envolvendo vias bloqueadas, moradores ilhados e casas atingidas.
As creches e escolas municipais estão com as aulas suspensas.
Os funcionários da prefeitura fazem teletrabalho.
A recomendação é evitar sair de casa e fazer deslocamentos desnecessários.
*Com informações da Agência Brasil











